Reveja vídeos que marcaram o Rio de Encontros em 2017

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Davi Marcos: integrante da turma 2017 foi autor de filmes exibidos em diversos encontros

Os vídeos marcaram a temporada 2017 do Rio de Encontros. Feitas por integrantes da turma, diversas imagens marcaram os participantes da roda de conversa nos sete encontros ao longo do ano. Reveja a seguir algumas das mais marcantes: Continuar lendo

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Baixada rouba a cena quando o assunto é cultura

Professor João Guerreiro participou da última edição do Rio de Encontros em 2017

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Uma área com a população do Uruguai e uma intensa vida cultural. Foi assim que o João Guerreiro, professor de produção cultural do IFRJ, apresentou a Baixada Fluminense no evento de encerramento do Rio de Encontros em 2017. Com o tema “sobre artes, política e periferias no Rio de Janeiro”, a fala de João antecedeu a apresentação de 11 artistas na última quinta (23) no Museu de Arte do Rio (MAR).

Nascido em Nilópolis, João deu detalhes da efervescência artística que agita a Baixada Fluminense semanalmente. Ele lembrou que um levantamento feito em 2015 pelo Observatório de Juventude e Cultura e o programa Brasil Próximo identificou 331 grupos culturais na região. Segundo o professor, não há sexta ou sábado sem sarau em Duque de Caxias, São João do Meriti e cidades vizinhas. Ele contabiliza a existência de 18 grupos de teatro em atividade nos 13 municípios da região que, ironicamente, contam com apenas 3 teatros formais. “A maior parte dos atores ensaia e se apresenta em igrejas, colégios e outros espaços”, explicou.

Tanta atividade vem gerando resultados. Em 2016, o campeão mundial de Hip Hop no torneio Take Back the Mic Dudu de Morro Agudo. Como o próprio nome denuncia, ele é morador de Nova Iguaçu. João lembrou também o grupo Baixada em Cena, que venceu em 2017 o Prêmio Shell, o mais importante do teatro nacional. Para o professor, a escassez de novidades vindas dos polos tradicionais é uma das razões para o protagonismo dos produtores periféricos. “O centro vem produzindo pouca inovação estética, o que aumenta a atenção para o que se faz na periferia”, disse ele.

Entretanto, alguns desafios permanecem no caminho de quem busca fazer arte sem morar na zona sul carioca. Na opinião de João, o mais óbvio deles é a mobilidade urbana. “É mais fácil sair de Nova Iguaçu e ir até a Barra do que chegar em Belford Roxo”, disse ele. Além disso, o professor lembrou que editais de cultura ainda são raríssimos na Baixada Fluminense. Segundo ele, apenas Nova Iguaçu já teve alguma experiência do tipo. Porém, esses obstáculos não têm intimidado o ímpeto artístico de toda uma geração de jovens. “Nos últimos 20 anos, temos uma juventude que não está afim de encarar o cabresto”, resumiu João.

Arte dá o tom no encerramento do Rio de Encontros em 2017

Sarau com 12 atrações marca fim do ciclo de rodas de conversas neste ano

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A fotografia, a poesia e outras formas de arte marcaram presença na última edição do Rio de Encontros em 2017. Com o tema “Artes do encontro”, o evento agitou na última quinta (23) a sala 2.2 do Museu de Arte do Rio.

Uma visita guiada à exposição de fotos “Feito poeira ao ​v​ento​”​ marcou o início das atividades. Durante ​a visita, mediada por Janaina Melo e Natália, da gerência de Educação do Museu. Os integrantes da turma ​e convidados do Rio de Encontros percorreram a mostra que reúne imagens da coleção do museu​. As relações entre registro e construção imaginária e as diversas possibilidades da linguagem fotográfica foram alguns dos aspectos abordados pelas arte educadoras. Logo após a experiência, o professor João Guerreiro do IFRJ fez sua participação no encontro, com a fala “​S​obre artes, política e periferias no Rio de Janeiro”.

Depois de sua intervenção, teve o início o sarau​, s​ob a batuta d​e dois integrantes do grupo, ​​que atuaram como mestres de cerimônia​, os atores​ ​Alex Teixeira e Luiz Fernando Pint​o​. A​ ​primeira a tomar a palavra foi ​a convidada ​Letícia Brito, campeã do torneio de slam poetry da última Flup, que interpretou 3 poemas​ do seu livro Senário​. ​A partir daí até o ​comecinho da noite uma série de artistas se revezaram no palco. Entre eles, alguns convidados especiais, como a bailarina Laís Castro e a poeta Monique Nix, ​vários ​integrantes da turma Rio de Encontros e da Universidade das Quebradas e os vencedores do concurso literário ESPM, Carol Treitler e Mateus Monteiro.​ ​Completando a programação, houve projeção ​de fotos ​e ​vídeos​, de ilustrações​ de Thaís Linhares​ e a exibição de um varal com fotografias de Leonardo Lopes​.

Foi uma tarde inesquecível​ e emocionante​ para ​os presente​s​, que ​ouviram, ​acompanharam​ músicas e depoimentos e até cantaram junto em alguns momentos.

Rio de Encontros fecha 2017 com “Artes do Encontro”

Última edição do Rio de Encontros em 2017 terá visita guiada e sarau

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Arte, imaginação e reflexão estarão presentes na última edição do Rio de Encontros em 2017, na próxima quinta (23). Batizado de Artes do Encontro, o evento tem a sua programação composta por uma visita guiada e um grande sarau com integrantes das turma 2017.

Tudo começa às 14h, com uma visita à exposição de fotografias “Feito Poeira ao Vento”, mediada por Janaina Melo, gerente de educação do Museu de Arte do Rio. Logo depois, acontece um sarau que reunirá o pesquisador de periferias, culturas e política João Guerreiro, artistas convidados, integrantes da turma Rio de Encontros e um palco aberto onde todos os que desejarem poderão se inscrever.

Os lugares são limitados e, em função das normas do Museu, a inscrição pelo e-mail riodeencontros2017@gmail.com é indispensável para constar da lista de convidados na entrada. Os que não se inscreverem poderão entrar, em ordem de chegada, caso haja lugares disponíveis.

Descrença coloca jogo democrático em risco

Henrique Silveira fala sobre os perigos do desencanto dos jovens com a política

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Henrique Silveira: “Se o jogo está comprado, devemos refazer o campeonato”

Se a democracia é um jogo, suas regras estão em risco. A opinião é de Henrique Silveira, coordenador executivo da Casa Fluminense. Durante sua participação na 6ª edição do Rio de Encontros em 2017, o geógrafo falou sobre o desencanto dos jovens com a política, os perigos desse fenômeno e o papel desempenhado pela organização comandada por ele nesse cenário. A roda de conversa aconteceu no Museu de Arte do Rio (MAR), no último dia 19. Continuar lendo

Debate aborda representatividade da periferia e movimentos sociais

Roda de conversa reuniu Henrique Silveira, Junior Perim e Veruska Delfino

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A presença de representantes da periferia nas disputas eleitorais, o papel desempenhado por movimentos sociais de diferentes pontos da região metropolitana e o planejamento do desenvolvimento da cidade foram alguns dos temas abordados na 6ª edição do Rio de Encontros em 2017. Com o tema Juventude e Política, o debate reuniu o geógrafo Henrique Silveira e os ativistas Junior Perim e Veruska Delfino no último dia 19 no Museu de Arte do Rio (MAR). Continuar lendo

Quer mexer no meu sonho por quê? Faz o seu!

Ex-secretário municipal de cultura Junior Perim debate choque de gerações na política

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Junior Perim: “”Nossa estética não deve ser a da resistência, mas da conquista”

 

“Como é ser jovem no Rio hoje? É uma merda? Ser velho é a mesma coisa. Tenho 45 anos e posso dizer. Se vocês não resolverem os problemas agora, quando envelhecerem tudo ficará na mesma”. Foi com essa mensagem contundente que o ex-secretario de cultura Junior Perim iniciou sua participação na 6ª edição do Rio de Encontros em 2017, realizada no último dia 19 no Museu de Arte do Rio (MAR). Marcada pela crítica ao discurso de grande parte dos movimentos sociais, sua fala expôs as diferentes concepções de duas gerações cariocas. Continuar lendo