Cidade de cidades misturadas

Ilana Strozenberg faz a abertura do Rio de Encontros na Casa do Saber Rio - O Globo / Foto: Marco Sobral

Ilana Strozenberg faz a abertura do Rio de Encontros na Casa do Saber Rio – O Globo Foto: Marco Sobral

No dia 10 de setembro, as vocações das diferentes regiões do Rio de Janeiro entraram em debate no Rio de Encontros com a participação de dois convidados especiais: o arquiteto e urbanista Sérgio Magalhães, professor da FAU/UFRJ e presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), e Maína Celidônio, pesquisadora do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (IETS).

Com o tema “Uma cidade de cidades misturadas” e a mediação da jornalista Anabela Paiva, o projeto reuniu na Casa do Saber Rio – O Globo a plateia costumeiramente múltipla: professores, pesquisadores, estudantes, representantes de organizações não governamentais e de instituições, além de alunos da Faculdade de urbanismo da UFRJ, que se juntaram aos jovens que têm atuação permanente na edição 2013 do projeto. “A gente faz o diálogo crescer com os diversos interlocutores, num formato que tem se revelado inovador e eficaz”, ressaltou Ilana Strozenberg, diretora acadêmica d’O Instituto logo na abertura.

VEJA AS FOTOS

A manhã teve início com a apresentação dos convidados do dia, tarefa da cientista social Silvia Ramos, uma das coordenadoras do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec), da Universidade Cândido Mendes, e também conselheira d’O Instituto:

“Sérgio Magalhães é urbanista e esteve envolvido ou na concepção ou no desenvolvimento dos principais projetos urbanísticos do Rio nos últimos 25 anos. Já foi secretário de habitação e urbanismo em várias gestões e, atualmente, é presidente do IAB, e vai falar sobre a necessidade de se adensar, não espalhar a cidade. Já Maína é uma jovem economista formada pela PUC, trabalhou no Instituto Pereira Passos (IPP), e está fazendo transição para o IETS. Ela trabalhou, junto com a equipe do IPP, em questões fundamentais do Rio de Janeiro, como as desigualdades que criam as cidades misturadas”, explicou ela.

E de onde veio o tema? Sugestão de Anabela Paiva tirada aa música de Fernanda Abreu, “Rio 40 graus”, que fala de uma cidade maravilha purgatório da beleza e do caos, capital do sangue quente, do melhor e do pior do Brasil. Exatamente essa sobre a qual todos falariam a seguir.

Anúncios

‘Nem, nem, nem’

Plateia debate desigualdades no Rio de Janeiro / Foto: Marco Sobral

Plateia debate desigualdades no Rio de Janeiro / Foto: Marco Sobral

Apertem os cintos, segurem a onda, a plateia vai falar, Silvia Ramos avisou. Antes, Maína Celidônio voltou ao ponto da divisão entre favelas e não-favelas e rebateu: “Alguns serviços públicos, para serem ofertados na favela requerem uma tecnologia diferente. Para o gestor decidir onde vai investir, a favela ainda tem uma focalização de pobreza, porque a probabilidade de ele acertar é muito maior. A dificuldade de implementação facilita”. Seria ótimo se fosse assim, disse Sérgio Magalhães. “A gente vê que, nas últimas décadas, as desigualdades foram crescentes. Isso demonstra também pela dificuldade de inclusão dos jovens dentro de um sistema produtivo”, a economista insistiu.

Na sequência, a jornalista Julia Michaels quis saber se existe algum diálogo iniciado entre o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) e a prefeitura da cidade. Mais: se o que está sendo debatido trará resultados positivos e concretos.

Marina Moreira, da Agência de Redes para a Juventude, sobre os ‘nem, nem, nem’, ponderou: “Esses dados chocam, preocupam, mas é impossível que ninguém faça nada da vida. O que se está inventando na cidade que ainda não se descobriu? Como a gente pode reinventar espaços e relações de trabalho e estudo? Essas pessoas estão perdidas. Ai, meu Deus, o que a gente faz?”

Hanier Ferrer, da Agência de Redes para a Juventude trouxe a educação à tona: “O nosso sistema educacional é padronizante, não cria uma chave que conecte a criança com o mundo. Quem nasce pobre já tem de pensar além da educação.”

Peter MC, o Rappórter Peter, tinha fala pronta: “A maior favela do Rio não é a Rocinha, é a Baixada Fluminense. Lá, a gente carece de infraestrutura, de educação, tem bem pouco dinheiro. A gente não consegue fomentar projetos porque dizem que a gente não é favela. Como a gente não é favela?”

Thainã de Medeiros, da Agência de Redes para a Juventude, fez questão de lembrar a diferença na oferta de serviços públicos quando o território de destino é a favela. “Eles (os serviços) chegam. Mas qualquer coisa que se faça na favela parece grande coisa.”

Maína Celidônio ponderou que a única forma de avaliar os indicadores das favelas é pelo Censo. É preciso esperar os tais dez anos para obter os números e daí os indicadores. A educação, segundo ela, é exatamente sobre o que se deve debater: “A classificação de favelas reúne 22% da população da cidade. O debate que se quer é esse: por que uma criança é alfabetizada e outra não? Por que as realidades são diferentes? O dado tem o poder de suscitar a conversa e a busca de soluções. Não sei o que estão fazendo os ‘nem, nem, nem’, mas é certo que a gente tem um modelo de educação formal e acadêmica que deixa muita gente de fora. É preciso questionar outras vocações, expandir as possibilidades tradicionais para além do ambiente formal”, defendeu.

Cidades de evidências

Sérgio Magalhães e Maína Celidônio: favelas e não favelas / Foto: Marco Sobral

Sérgio Magalhães e Maína Celidônio: favelas e não favelas / Foto: Marco Sobral

Sérgio Magalhães, com a palavra: “Costumo perguntar, quando estou num grupo de pessoas, quem imagina que nos próximos dez anos será capaz de – com o seu trabalho exclusivamente, sem herança, sem financiamento, sem loteria – comprar sua casa própria? Ninguém responde afirmativamente”, ele provocou a plateia. “O Brasil construiu mais de 60 milhões de domicílios novos. Eram dois milhões os domicílios urbanos no Brasil na década de 1940. Hoje, estamos perto dos 60 milhões”, comparou. 

Os números crescentes são evidências da determinação do povo e das cidades brasileiras. Para o arquiteto, ganhos como a queda na mortalidade infantil e o aumento da expectativa de vida são mérito das cidades. Assim como a sua expansão de territórios:

“Apenas 20% das construções contaram com algum tipo de financiamento. Uma em cada cinco casas. Os 80% restantes foram feitos com recursos da família, não foram recursos da coletividade. Como a pessoa vai construir na regularidade formal se nós não temos financiamento?”

A favela, aí, aparece como solução. “É o modo como muitas famílias pobres conseguiram viver na cidade, porque significa acesso melhor a trabalho, educação e saúde. A favela é uma alternativa e pode ser vista como adesão à vida urbana, não como agressão. É o modo possível. A autoconstrução é a única alternativa para 80% da população brasileira”, disse ele, em resposta a Marina.

A tentativa de diálogo, como questionou Júlia Michaels, existe. Especialmente a tentativa de barrar a forma como a cidade está se expandindo. “Procuranos dialogar ao máximo com a prefeitura, com o governo federal. Nosso ideário é olhar criticamente e que as obras tenham melhor qualidade, que os recursos sejam melhor aplicados. Todos que militam em instituições ou partidos têm, todo dia, um dia novo. Temos de batalhar muito.”

Jeito de morar carioca

Claudius Ceccon: O que aconteceu com o Morar Carioca? Parou, sumiu, não se fala mais nisso?  /  Foto: Marco Sobral

Claudius Ceccon: O que aconteceu com o Morar Carioca? Parou, sumiu, não se fala mais nisso? / Foto: Marco Sobral

O arquiteto Claudios Ceccon, conselheiro d’O Instituto, usou a deixa de Sérgio Magalhães sobre a experiência em habitação popular adquirida pelo Rio. “Tivemos o Favela Bairro e, vinte anos depois, o Morar Carioca. Já muito se avançou na questão da favela como solução. Tanto que foi feito um movimento e um concurso no sentido de integrar a cidade através do Morar Carioca e levar todos os serviços a essa parte da cidade que não tem suporte. Mas o que aconteceu com o Morar Carioca, para o qual o IAB foi instrumento importantíssimo? Parou, sumiu, não se fala mais nisso? Como nós todos podemos ajudar a levantar de novo essa questão para que seja encarada?

Sérgio Magalhães explicou a via crucis: “Quando assumi o IAB, em 2010, o prefeito me chamou e disse que desejaria que as favelas fossem o grande legado das Olimpíadas de 2016. Foram 88 equipes e quase mil arquitetos participantes. Fizemos o concurso e passamos a bola para a prefeitura, para contratação dos escritórios. Em 2012, foram contratados apenas 11 deles, ou seja, as prioridades não seguiram como anunciadas. Entrou a UPP Social, que também não foi frutífera e o trabalho não alcançou o que se imaginava possível. É difícil, há muito preconceito dos órgãos públicos e da sociedade, na hora de prestar serviços nas áreas pobres e de favela.”

O jornalista Rogério Daflon insistiu com os imbróglios que envolvem o Morar Carioca. Se são necessários investimentos permanentes e os trabalhos não alcançaram o que se imaginava possível, por que a sociedade não questiona o suficiente para não deixar atrasar?

O problema envolve dos sistemas de planejamento aos sistemas de governo e está em todos os níveis:

“O poder de um prefeito ou governador está acima do razoável. Ele decide como quer, muda a hora (risos). Os sistemas de planejamento ruíram no Brasil nas duas últimas décadas. Os projetos que o Rio executa hoje foram projetados nos anos 1970. O Favela Bairro teve um certo rumo, depois mudou e, quando entrou Morar Carioca, a ideia era urbanização e prestação de serviços públicos. Há uns dois meses, o prefeito disse ‘vamos contratar imediatamente todos os 40 escritórios, vamos urbanizar todas as favelas, tenho dinheiro’. Ontem (na segunda-feira, 9), havia apenas 17 escritórios contratados”, relatou Sérgio Magalhães.

A urbanização das favelas precisa voltar a ser exigência da sociedade. É o que vai forçar a prefeitura a agir. É preciso considerar que os políticos são comprovadamente frágeis em resistir a uma demanda forte.

“O triste no Rio é que as demandas estão muito concentradas na representação do mercado imobiliário. Os recursos estaduais e federais para urbanização das favelas são escassos. E são R$ 2 bilhões apenas de recursos municipais. O Brasil é uma enorme favela, todas as grandes cidades têm predomínio das áreas irregulares que precisam ser urbanizadas”, afirmou.

Cidade sangue quente, cidade maravilha mutante

As perguntas fluíram. Três horas são quase nada quando se discutem urgências acumuladas no tempo.

O Rio em discussão na plateia do Rio de Encontros / Foro: Marco Sobral

O Rio em discussão na plateia do Rio de Encontros / Foro: Marco Sobral

Shyrlei Rosendo, da Agência de Redes para a Juventude, moradora da Maré, puxou as diferenças entre o que se promete para as favelas e o que se faz na Zona Sul, por exemplo. “A Maré tem 16 escolas públicas e uma taxa de analfabetização absurda se comparada com a Gávea. A gente tem de começar a trabalhar com um estado presente de outra forma, menos omisso e menos precário”, disse ela. Para Igor de Souza Soares, militante do JOCUM no Borel, a questão não é outra: “A cidade tem escassez gigantesca na prestação de serviço público. Há menos vontade e mais necessidade. Não importa para ninguém ter a favela como símbolo de alguma coisa que dá certo. A Lei do Lixo, deveria vigorar dentro das comunidades, só assim eles (da prefeitura) tomariam consciência de que é preciso mais pontos de coleta.”

A população geral de todas as favelas do Rio é de 1,2 milhão de pessoas, Sérgio Magalhães interveio com uma distinção de conceito: nem toda região pobre é favela. No Complexo do Alemão, por exemplo, das 14 comunidades existentes, apenas três são favelas, os demais são conjuntos habitacionais construídos pelo governo.

Davi Marcos, do Observatório das Favelas, morador e conhecedor do território da Maré, quis saber de soluções. Tem jeito? “A maior parte dos espaços é de ocupações. As pessoas vão lá e constroem. Os equipamentos públicos, quando existem, são de baixa qualidade e não têm manutenção. Como a gente força as coisas acontecerem?”, questionou. Manaíra Carneiro, estudante de cinema na UFF, foi na mesma direção: “A gente precisa olhar por uma via diferente da falta. O que as favelas têm a oferecer, como ganhar com eles?”

Gabriela Faccioli, da Rede Norte Comum, lembrou que existe desigualdade também entre favelas. “Os serviços chegam, mas chegam a que favelas? Mais do que se é favela ou não, existe uma cidade que está sendo maquiada e outra que está sendo esquecida. Uns têm tudo e outros não têm o mínimo. Além da má infraestrutura de transporte, não existe absorção das pessoas pelas regiões onde elas moram. E, independentemente de ter transporte ruim, é longe”, disse.

Reunir informações sociais, econômicas e espaciais tanto para fazer diagóstico como para buscar soluções pode ser um caminho, Patrícia Maya, professora da FAU/UFRJ, apontou a direção. “Os ‘nem, nem, nem’ são 50 mil dos mais pobres e quase 10 mil dos mais ricos. É um universo de 60 mil pessoas à toa. Onde estão eles?”

Karen Kristien, de Manguinhos, arriscou uma resposta: “Os nem, nem, nem’ talvez sejam dançarinos, produtores culturais e estejam empreendendo outras áreas. O ‘nem, nem, nem,’ não é o que não faz porque ele pode estar fazendo outras coisas. A gente constrói, mesmo não estando incluído na política socialmente”, disse. Ana Lúcia Costa, da Rocinha foi adiante: “A Rocinha não é uma ilha, é uma comunidade dentro da cidade. Tem muito ‘nem, nem, nem’ por lá, o que engrossa a manutenção do tráfico. Mas o que é oferecido como alternativa?”

Silvana Bagno, gestora social da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, defendeu a pasta: “A gente tem tentado desconstruir a cultura de que para a favela, qualquer coisa que chegar serve”, enquanto Eduarda la Roque, presidente do IPP, bateu na tecla da restrição orçamentária. “Estamos fazendo levantamento de quais são as necessidades reais de serviço público e a cidade terá um diagnóstico social muito maior do que tem hoje. A solução para um mundo mais sustentável está nos jovens. O IPP busca interlocutores e fontes de informação”, ela fez o convite à plateia.

A arquiteta Solange Carvalho, também da FAU/UFRJ, questionou o que está além dos números. “A favela tem uma morfologia diferente e uma questão social muito forte. O grande problema que temos é social, não há integração entre os grupos da cidade. Por que discutir os problemas da favela unicamente entre favelas? Têm de ser discutidos com o seu entorno”, sugeriu.

Construir uma cidade mais compartilhada exigirá sacrifícios, Maína Celidônio ressaltou. “Nas decisões que se terá de tomar, nem todos vão ganhar. As pessoas vão ter de se sacrificar para ter mobilidade urbana”, disse ela, garantindo que os gestores estão tão perdidos em informações quanto o público leigo. “Tomar decisões de políticas públicas é complexo. É preciso simplificar a informação e qualificá-la em debates. Para fazer uma boa ação é preciso saber o que vai ser feito. É preciso entender o porquê de metade dos alunos do segundo ciclo do ensino fundamental estar atrasada mais de dois anos.”

Sérgio Magalhães ponderou que se a questão urbana é complicada, a educação tem o agravante de ser uma preocupação mais recente. Faz bem pouco tempo que o tema entrou nas pautas de discussões sobre a cidade.

Rio nos trilhos

Sérgio Magalhães: Melhorar com investimentos em infraestrutura talvez seja uma das linhas mais importantes do urbanismo no mundo todo / Foto: Marco Sobral

Sérgio Magalhães: Melhorar com investimentos em infraestrutura talvez seja uma das linhas mais importantes do urbanismo no mundo todo / Foto: Marco Sobral

Sérgio Magalhães fez questão de anunciar que é otimista. Não à toa, o Rio de Janeiro e sua vasta população estão diante de muitas e boas possibilidades. Desde que as soluções sejam devidamente aplicadas.

“São 12 milhões de pessoas, mais que Portugal. São 12 milhões de pessoas que querem a cidade. Temos potenciais para melhora e uma identidade coletiva fortalecida. A imagem ambiental do Rio é ancorada numa geomorfologia que nos dá consistência ao longo das gerações e dos séculos. Isso fortalece a identidade coletiva, o que não é pouca coisa. Temos uma base cultural, construída pela miscigenação e pelas condições históricas, muito forte. Um E essas bases imateriais (imagem, pertencimento, sentimento e cultura) são um patrimônio fabuloso.”

As bases materiais também contam muito: “Temos uma infraestrutura implantada desde o fim do século XIX que não está sendo aproveitada para a mobilidade.  Temos de ter transporte público que seja mais vantajoso que o carro”, ele defendeu.

A mudança – ou adaptação – é possível. Basta que a cidade retorne aos trilhos originais, às linhas de trem que estruturaram a Zona Norte e a Baixada Fluminense, como ele expôs com os mapas que retratam a dimensão metropolitana da cidade. “Das 10 mil pessoas por quilômetro quadrado em 1970, houve um salto para 16 mil. A cidade tinha metade da população de hoje e estava estruturada. Se recuperarmos isso, passamos a ter uma linha de conforto, um fluxo estimado de transporte coletivo. Mas não reverte-se essa equação com base no rodoviarismo. Desde 1970, o Rio tenta transferir o  Centro para a Barra. Nenhuma cidade do mundo fez isso.”

Os governos gastam 14 vezes mais em transportes individuais em relação aos transportes coletivos. É preciso privilegiar o transporte público, Sérgio Magalhães empunhou a bandeira baseado em dados concretos, como o crescimento de veículos em circulação na cidade entre os anos de 2003 e 2010, as distâncias médias percorridas pela população e as linhas de transporte sobre trilhos existentes e projetadas para promover a integração da cidade.

As urgências são muitas e a segurança pública também requer esforço concentrado. “Temos de ter segurança ao alcance de todos os territórios. Não é razoável voltarmos. Temos de avançar, implantar serviços em toda a cidade. Isso é uma conquista que temos de assegurar. Viver com a violência não dá certo, já temos essa experiência”, afirmou, em aberta defesa do que já está pronto.

Tudo é uma questão de manter e reforçar em todas as direções pelas quais a cidade desponta: de Santa Cruz a Nova Iguaçu. “Melhorar com investimentos importantes em infraestrutura talvez seja uma das linhas mais importantes do urbanismo no mundo todo”, disse ele, um otimista declarado também com a recuperação ambiental da nossa cidade.