Juventude, educação e trabalho: o debate em frases

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Encontro reuniu cerca de 80 pessoas na sala 2.2 do MAR (Aline Oliveira/Rio de Encontros)

A tarde chuvosa não impediu que o público comparecesse em peso à 4ª edição do Rio de Encontros em 2017. Com o tema Juventude, educação e trabalho, o debate reuniu cerca de 80 pessoas, que conversaram com os convidados Manuel Thedim, Márcia Florêncio e Severine Macedo.  A coordenador-geral do Instituto Teresa Guilhon mediou o encontro,  que durou três horas e abordou assuntos como cotas, educação pública, educação informal e futuro do mercado de trabalho.
Confira abaixo algumas das falas mais emblemáticas do evento:

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Juventude, educação e trabalho, segundo os integrantes do Rio de Encontros

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Sala lotada na 3ª edição do Rio de Encontros em 2017 (Thiago Brito/ESPM)

Em 2016, a chance de alguém com idade entre 18 e 24 anos estar desempregado era três vezes maior do que a de um trabalhador na faixa entre 40 e 59 anos. O indicador registrado pelo IBGE é um dos números que revelam a íntima relação entre juventude, educação e trabalho, tema da próxima edição do Rio de Encontros.

Pedimos aos integrantes da turma 2017 que comentassem o assunto e surgiram observações interessantes. Confira abaixo algumas delas, que antecipam pontos que serão tratados no debate da próxima quinta (17):

Juventude, educação e trabalho são temas que me atravessam fortemente. A formação integral no ensino público me truxe inúmeros questionamentos, os quais hoje, ao cursar uma licenciatura, tenho mais condições de problematizar e projetar a respeito. Acho que, sobretudo na educação pública, para além da questão da precariedade, existe um problema cultural, que diz respeito ao pensamento sobre a educação/ensino/conhecimento, e que deixa a desejar quanto a compreensão destes enquanto parte essencial do processo humano formativo. A burocratização e obrigatoriedade acabam por conferir ao conhecimento um caráter pouco político e pouco sensível, engessado, sem condições de pensar a individualidade e singularidade. Como se tornasse a escola em um processo no qual se tem que passar irremediavelmente, para acessar o mercado de trabalho com um pouco mais de dignidade (no sentido de obter serviços com mais direitos trabalhistas).
(Fernanda Mara Campos Leite)

Uma provocação necessária é sobre os 10 anos de cota nas faculdades e o impacto no mercado de trabalho. Nas grandes empresas, estamos longe de ter uma diversidade nos mais altos cargos, por exemplo.
(Nyl)

E tem a questão de você precisar de um pedaço de papel timbrado para alcançar cargos melhores, ou até mesmo conseguir um espaço que seja na área escolhida de formação.
(Jaqueline Campos)

Rio de Encontros debate juventude, educação e trabalho no próximo dia 17

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Em que medida a escola pública prepara os jovens para o trabalho? A educação atual leva em conta as mudanças que estão acontecendo no mercado? Qual o papel da educação informal nesse contexto? Essas e outras questões serão discutidas na 4ª edição do Rio de Encontros em 2017, que vai debater o tema “Juventude, trabalho e educação” no próximo dia 17 no Museu de Arte do Rio (MAR), a partir das 14h. Continuar lendo

Ser jovem na favela é viver constantemente com a falta de segurança

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Evento reuniu 80 pessoas no MAR (Thiago Brito/ESPM)

Ser jovem na favela é viver constantemente com a falta de segurança. A frase é de autoria de Adriana Garcia, Elizabeth Branco e Marcia Crespo e faz parte de um comentário sobre a edição do Rio de Encontros realizada no último dia 13 de julho. Com o tema “juventude, segurança e violência”, o evento despertou reflexões que deram origem a textos escritos pelos participantes. Confira alguns deles a seguir: Continuar lendo

Em que mundo cê vive, parça?

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Mais de 70 pessoas prestigiaram o debate (Thiago Brito/ESPM)

O que é ser jovem no Rio de Janeiro? Há várias formas possíveis de se responder a essa pergunta. Uma delas é por meio da arte, como fizeram participantes da edição do Rio de Encontros realizada no último dia 22 de junho. Através da poesia, eles responderam o que é viver espremido entre o mar e a montanha junto a mais de seis milhões de pessoas em uma das maiores cidades da América do Sul. Confira abaixo alguns dos textos: Continuar lendo

Desejos e necessidades dos jovens devem ser ouvidos mais de perto, afirma George Yúdice

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George Yúdice: “A interação de saberes gera inovação social” (Thiago Brito/ESPM)

O nova-iorquino George Yúdice é professor da Universidade de Miami e especialista em culturas urbanas. Ele esteve presente na edição do último dia 22 de junho do Rio de Encontros, que debateu o tema “O que é ser jovem no Rio de Janeiro?”. Em entrevista por e-mail ao nosso blog, o pesquisador comentou a importância dos projetos voltados para jovens, que são seu objeto de pesquisa hoje. “As pessoas que formulam projetos e outras iniciativas devem ouvir mais de perto o que os jovens desejam e precisam”, afirmou.

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Cineclube ESPM Rio exibe curta Samba e silêncio

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Samba e silêncio: curta de linguagem simples é uma viagem pelo universo das relações humanas (Reprodução/YouTube)

Qual o peso de quem conta uma história? Esses e outros pontos foram debatidos na 2ª sessão do Cineclube ESPM Rio em parceria com o Rio de Encontros. Realizado no último dia 13, o evento apresentou à turma o curta Samba e silêncio, filmado pela diretora Bianca Martino em 2014. Continuar lendo