Juventude e política: o debate em frases

As eleições de 2018, a presença de evangélicos na política e a importância da representatividade foram alguns dos temas debatidos no evento realizado no MAR

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Não há dúvidas de que foi uma discussão acalorada. E, sendo o tema juventude e política, a coisa não poderia mesmo ser diferente. Na 6ª edição do Rio de Encontros em 2017, falou-se das eleições de 2018, da presença de evangélicos, da importância da representatividade e de vários outros temas. A roda de conversa na sala 3.3 do MAR reuniu o geógrafo e coordenador da Casa Fluminense Henrique Silveira, o ativista e ex-secretário municipal de cultura do Rio Junior Perim e a atriz e coordenadora da Agência Redes para a Juventude Veruska Delfino. Continuar lendo

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Rio de Encontros discute juventude carioca e política no próximo dia 19

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Qual a relevância da participação da juventude na construção de uma metrópole mais aberta ao diálogo e à diversidade? Como propor formas de engajamento dos jovens de diferentes territórios e qual o papel da cultura no enfrentamento desse desafio? A 6ª edição do Rio de Encontros em 2017 vai responder essas e outras perguntas no próximo dia 19. Com o tema Juventude Carioca e Política, o evento acontece na sala 3.3, no 3º andar da Escola do Olhar do Museu de Arte do Rio (MAR), a partir das 14h. Continuar lendo

Debate sobre gênero e afeto aborda lugar de fala e relacionamentos abusivos

Roda de conversa reuniu Bruna de Lara, Diego Cotta, Quitta Pinheiro e Sílvia Naidin 
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Por que a heterossexualidade é encarada como algo normal? Homem pode discutir feminismo? Como salvar alguém de um relacionamento abusivo? Essas e outras perguntas foram feitas no último dia 21, quando o MAR recebeu a 5ª edição do Rio de Encontros em 2017. A roda de conversa reuniu a militante feminista Bruna de Lara, o jornalista e ex-assessor de imprensa do Rio Sem Homofobia Diego Cotta, a transsexual, fotógrafa, ativista cultural e militante LGBTQI Quitta Pinheiro e a antropóloga Sílvia Naidin.

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Um mundo mais aberto a diversidades de gênero?

Para o jornalista Diego Cotta, a relação da sociedade com as pessoas LGBT melhorou muito nos últimos anos, embora ainda haja muito a ser aperfeiçoado

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Diego Cotta: “As novas gerações têm a faca e o queijo na mão para acabar com os preconceitos”

A personagem transgênero Ivana é um dos grandes sucesso da novela das 20h “A força do querer”. A cantora Pabllo Vittar se tornou em junho a drag queen com o maior número de seguidores no Instagram: 1,4 milhão. Inimagináveis poucos anos atrás, fatos assim sinalizam que o mundo está mais tolerante com as pessoas LGBT. Essa é a visão do jornalista Diego Cotta, que participou da última edição do Rio de Encontros, no dia 21. Continuar lendo

Trans, hétero, etc

Performer, militante e integrante do canal Plá, Quitta Pinheiro falou sobre não-binaridade, transfeminismo e outros temas durante sua ida ao Rio de Encontros

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Quitta Pinheiro: “Ninguém deve determinar o que o outro deve querer, mas sim deixá-lo confortável para fazer e desfazer suas escolhas”

Dia desses, Quitta Pinheiro conversava com uma amiga que lhe fez uma revelação. “Você era gay e virou uma mulher trans que gosta de homens. Logo, Quitta, você agora é hétero”, disse-lhe a colega. “Nunca tinha me dado conta disso”, comentou a performer, militante e integrante do canal Plá e do grupo Baphos Periféricos. O caso foi narrado por Quitta no último dia 21, durante sua participação na quinta edição do Rio de Encontros em 2017. Continuar lendo

As várias faces do feminismo

Efeitos colaterais da condição de gênero e relacionamentos abusivos foram alguns dos temas tratados por Bruna de Lara

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Bruna de Lara: “Acho que a questão social está sendo tratada como biológica”

Você é mulher? Acha certo mandar no seu corpo? Parabéns, você é feminista! Foi mais ou menos assim que Bruna de Lara descobriu o feminismo, durante a leitura do livro Como ser mulher?, de Caitlin Moran. De lá para cá, a estudante de jornalismo se envolveu com várias faces do tema, a ponto de se tornar uma especialista. No último dia 21, ela falou sobre esses e outros assuntos durante sua participação na 5ª edição do Rio de Encontros em 2017. Continuar lendo

O que é queer?

Convidada da quinta edição do Rio de Encontros em 2017, antropóloga Silvia Naidin respondeu essa e outras perguntas durante as três horas da roda de conversa

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Silvia Naidin: “Queer está associado a um movimento baseado na ideia de dessencialização”

Um termo em inglês está se tornando cada vez mais comum nas discussões sobre gênero no Brasil. Inicialmente pejorativa, a palavra queer batizou um conceito mais complexo, cujo significado poucas pessoas dominam. Convidada da quinta edição do Rio de Encontros, a antropóloga Silvia Naidin apresentou essas e outras ideias durante a roda de conversa, realizada no Museu de Arte do Rio no último dia 21.

Segundo a pesquisadora, a noção de queer “está associada a um movimento baseado
na ideia de dessencialização, de coisas que não se deixam aprisionar, de
experiências fluidas de difícil nomeação”. A criação do conceito foi uma resposta de pessoas insatisfeitas com os limites de mobilizações sociais já existentes, como a LGBT. “Uma das consequências da luta identitária é um efeito homogenizador e isso é natural. Quando você reconhece uma determinada identidade, algo sempre fica de fora”, explicou Silvia. Ela comentou ainda que o reconhecimento de novas identidades sexuais aumentou a pressão sobre quem só consegue se enxergar parcialmente dentro nos novos padrões. “Se, por exemplo, você chegar hoje para uma cirurgia de mudança de sexo sem saber se quer pintar a unha ou não ou como homem querendo virar uma mulher lésbica, é praticamente impossível receber o aval médico para fazer o procedimento”, exemplificou. “Por isso, muitas vezes, a performance exagerada é uma forma de garantir direitos. Fugir a um modelo torna as pessoas menos inteligíveis”, complementou a antropóloga.

No mestrado, Sílvia estudou a reinserção de jovens do tráfico na sociedade através de projetos culturais de periferia no Rio de Janeiro. Mas uma disciplina realizada por ela no Programa de Pós-Graduação do Museu Nacional da UFRJ mudou os rumos de sua vida acadêmica, colocando-a em contato com Judith Butler, Berenice Bento e outros teóricos da questão de gênero. “O que mais me interessou foi a discussão do caráter essencialista da afirmação da dimensão natural do gênero, em que um corpo biológicamente determinado seria apenas um palco para a cultura. Os estudos dessas e outras autoras questionam essa perspectiva de forma muito poderosa e me levaram a mudar meu tema de pesquisa”, explicou a pesquisadora, que hoje se dedica a estudar como fatores como o discurso midiático e a tecnologia são usados na construção das ideias de masculino e feminino. “É preciso compreender que não há apenas uma heterossexualidade ou homossexualidade e sim várias possibilidades que são escamoteadas quando reduzidas a essas duas”, resumiu Silvia.