Ser jovem na favela é viver constantemente com a falta de segurança

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Evento reuniu 80 pessoas no MAR (Thiago Brito/ESPM)

Ser jovem na favela é viver constantemente com a falta de segurança. A frase é de autoria de Adriana Garcia, Elizabeth Branco e Marcia Crespo e faz parte de um comentário sobre a edição do Rio de Encontros realizada no último dia 13 de julho. Com o tema “juventude, segurança e violência”, o evento despertou reflexões que deram origem a textos escritos pelos participantes. Confira alguns deles a seguir:

Juventude “Aqui estamos nós”
Por Adriana Garcia, Elizabeth Branco e Marcia Crespo

Aqui estamos nós jovens!
Em meio há tantas possibilidades…
Em meio há tanta diversidade…
Em meio há tanta modernidade…

Aqui estamos nós jovens!
Buscando oportunidades…
Enfrentando as desigualdades…
Criando e recriando-nos para além das novidades…

Aqui estamos nós!
Lutando para sobreviver a violência…
Dedicando-se para aprender, crescer e viver…
Empenhando-se em conquistar o nosso espaço na comunidade, no trabalho ou no lar…

Jovens, aqui estamos nós
Na construção de um presente e futuro melhor…
Para aqueles que virão depois nós.

Ser jovem na favela é viver constantemente com a falta de segurança
Por Adriana Garcia, Elizabeth Branco e Marcia Crespo

Ser jovem na favela é viver constantemente com a falta de segurança e viver diariamente com os desdobramentos da violência.
A violência se dá de diversas formas… Por meio da tal bala perdida (que sempre acha os mesmos jovens), da impunidade, do preconceito, das dificuldades, dos que desacreditam e duvidam…
O jovem da favela não é “coitado” mas vive sendo açoitado e é violentado do momento que sai até o momento que retorna ao seu lar. A juventude periférica clama por oportunidade e igualdade.

É dia
Por Luiz Fernando Pinto

É dia, o sol aquece os corpos dos sobreviventes
Um na Mangueira
Outro na Maré
Mais um na VK
Dois em Camará

É outro dia, não-vida, o sol aquece os corpos dos sobreviventes
Um na Mangueira
Outro na Maré
Mais um na VK
Dois em Camará

Infelizmente, é dia, o sol aquece os corpos dos sobreviventes
Um na Mangueira
Outro na Maré
Mais um na VK
Dois em Camará

Os dias passam, a sequência continua, a não vida é a única certeza do jovem na periferia

 

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