Maciel de Freitas fala sobre os desafios de ser um jovem PM no Rio

Convidado falou sobre sua trajetória e os desafios da vida de quem faz parte da PM

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Maciel de Freitas, em primeiro plano: “Não podemos perder o horizonte, que é a busca da paz” (Saulo Pereira Guimarães/Rio de Encontros)

Você se sente um jovem policial ou um policial jovem? Com 30 anos de idade e nove de farda, Maciel de Freitas teve dificuldade para responder à pergunta da mediadora Sílvia Ramos. Mas terminou optando pela 1ª opção. Convidado da 3ª edição do Rio de Encontros em 2017, o PM falou sobre sua trajetória e os desafios da vida de quem faz parte da corporação durante o evento no MAR, realizado no último dia 13.

Formado para trabalhar em Teresópolis, Maciel foi remanejado assim que saiu da academia para atuar na Unidade de Polícia Pacificadora Pavão, Pavãozinho e Cantagalo. Ele lembra até hoje do choque que aquela realidade gerou nele e em seus companheiros, muitos com menos de 30 anos. Após tensões iniciais com os moradores, o PM e seus colegas desenvolveram um projeto de roda de conversas com os jovens da comunidade. Assim nasceu o Fala Tu, que ajudou a mudar a cara da favela, aliado a iniciativas de esporte e lazer. “Atuar nessas áreas não é papel da polícia, mas é melhor ela do ninguém” , afirmou o PM, que hoje faz parte da equipe de 45 agentes do setor de mediação de conflitos da corporação.

Maciel também comentou a questão da corrupção policial. O tema está em evidência desde a operação Calabar, realizada no último dia 29, na qual o Ministério Público Estadual decretou a prisão preventiva de 96 integrantes do 7º Batalhão (São Gonçalo) por envolvimento com o tráfico. Para ele, a situação precisa ser interpretada com a devida atenção. “Quando a polícia é vista como inimiga da sociedade e as instituições não são fortalecidas, a tendência é que a gente colha algo muito ruim, como já estamos colhendo. E é bom lembrar que, assim como o tráfico, a violência é um bom negócio para muita gente. Essas pessoas causam o caos e depois fingem resolver o problema adotando medidas paliativas”, disse o policial.

“Estamos todos muito feridos com a falta de direção atual das instituições, mas não podemos perder o horizonte, que é a busca da paz”, disse Maciel durante o debate. Após o evento, ele destacou a maturidade e as boas perguntas feitas pela plateia. “Todo mundo está atingindo um grau muito legal para debater assuntos que são sérios”, afirmou. “Saio mais revigorado para continuar lutando pelo trabalho da polícia militar e da segurança pública”, concluiu o PM.

Confira abaixo a entrevista de Maciel para o blog do Rio de Encontros:

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