Espaços da arte, espaços da cidade: Rio de encontros em frases

Historiador Antonio Edmilson e diretor do MAR Evandro Salles abrem a série em 2017

20170511_151515.jpgDiretora acadêmica d’O Instituto Ilana Strozenberg mediou o encontro (Saulo Pereira Guimarães/Rio de encontros)

Qual a relação dos espaços da arte com a vida na cidade do Rio de Janeiro? E o que existe de novo e o que é possível pensar para o futuro? Essas e outras questões foram debatidas no primeiro bate-papo do Rio de Encontros em 2017, que discutiu o tema “Espaços da arte, espaços da cidade” no MAR (Museu de Arte do Rio) no último dia 11.

A tarde nublada não intimidou cerca de 30 pessoas a participarem  do encontro. Antes da roda de conversa, houve uma visita guiada à exposição “Meu Mundo Teu”, do artista Alexandre Sequeira. Depois, o professor de história da PUC-RJ e especialista em história do Rio Antonio Edmilson e o diretor do MAR Evandro Salles debateram e responderam perguntas por quase duas horas. A mediação ficou por conta de Ilana Strozenberg, diretora acadêmica d’O Instituto.

Confira abaixo algumas das falas mais emblemáticas do debate:

“Em tempos de espetáculo, há museus com grandes exposições e patrocínio, mas pouca reflexão sobre a arte, a convivência e a vivência” (Evandro Salles)

“Esse museu pretende incluir e trabalhar com as diversas dimensões da cultura, seja do Subúrbio ou da Zona Sul” (Evandro Salles)

“O carioca tem um problema com o Rio: favelas e outras áreas estão fora da cidade por conta de processos de exclusão” (Antonio Edmilson)

“Posso abrir um bar hoje e ele ser tradicional, mesmo que ele não tenha 100 anos” (Antonio Edmilson)

“O museu guarda tesouros e existe para dividi-los com as pessoas e levá-las a mudar alguma coisa de sua perspectiva de mundo” (Evandro Salles)

20170511_154148Renata faz sua pergunta durante o debate (Saulo Pereira Guimarães/Rio de encontros)

“Trabalhar a subjetividade do indivíduo em relação ao seu lugar traz um valor grandioso para o território e seus moradores” (Veruska Delfino)

“A cidade é um conjunto de fragmentos que a gente é que liga. É preciso andar pela cidade procurando entendê-la” (Antonio Edmilson)

“Cultura e arte são instrumentos fundamentais para que as pessoas conheçam seu espaço dentro da cidade” (Evandro Salles)

“A gente precisa entender essa cidade portuária a partir da perspectiva das sensações e experiências” (Renata Codagan)

“Uma cidade não pode ser só um porto. O Rio é um porto e mais alguma coisa” (Antonio Edmilson)

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Bate-papo aconteceu na recém-inaugurada Sala do Encontro  (Saulo Pereira Guimarães/Rio de encontros)

“Mobilidade não é só existir ônibus e metrô, porque quando se cria uma cultura de confinamento, as pesssoas deixam de sair” (Luciana Cruz)

“Em um mundo da arte em que o momento vira uma mercadoria, em que medida isso também não acontece com a periferia?” (Nelson Mugabe)

“Caminhar em espaço de arte me causa incômodo, porque eles deveriam ser espaços de disputa. Quantos artistas pobres, pretos e favelados você conhece? Pense nisso” (Davi Marcos)

“O Rio é muito inventivo. O Bob’s nos trouxe o hambúrguer. A gente criou o podrão” (Antonio Edmilson)

“Outro dia, uma moça dormiu em um desses sofás esperando uma palestra e eu fiquei feliz por ela se sentir em casa dentro do museu” (Evandro Salles)

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