Demasiado humano

Fabro Steibel: 'Nós programamos computadores para pensar como humanos' / Foto: Roberta Voight

Fabro Steibel: ‘Nós programamos computadores para pensar como humanos’ / Foto: Roberta Voight

Na mediação, Fabro Steibel traz uma questão ainda não reivindicada  levantada por Marcos Ferreira e Victor Vicente: nos modelos de cidade e aplicação de tecnologia a que ambos se referem, seriam os humanos opcionais?

“A tecnologia criou cidades para humanos. Quando a  gente desenvolve a realidade virtual, essa tecnologia é para quem?”, ele questiona e adianta uma nova questão: como os computadores ajudam pessoas com necessidades especiais? “

Segundo Steibel, pessoas que têm pouca visibilidade têm forma diferente de enxergar o mundo. São distintas as formas de contorno e luzes, o mundo pode parecer pixelado. “Nós programamos computadores para pensarem como humanos, e aí estão começando a entender como as máquinas pensam”, afirma.

A importância dada ao computador é tamanha que o objeto ganha personalidade:

“Quando se fala na nova Revolução Industrial, vem à mente a figura do ciborg, que é meio humano meio máquina. O celular está fora de mim, mas em algum momento ele está meio dentro. Ou seja, daqui a pouco eu vou estar na máquina”, avalia e completa: “Algo que vamos começar a falar daqui a pouco é: será que os humanos não são acessórios? Em vez de o humano comprar o celular, o celular vai comprar humanos?”

Enquanto essa realidade não chega, melhor pensar sobre o Rio de Janeiro, disse ele, abrindo o espaço para a participação da plateia.

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