Inovação tecnológica e o futuro das cidades: Rio de Encontros em frases

Fabro Steibel (direita) e Victor Vicente / Foto: Acervo O Instituto

Fabro Steibel (direita) e Victor Vicente / Foto: Acervo O Instituto

Como os conteúdos de plataformas digitais inovadoras podem transformar a vida na cidade e as relações dos seus moradores com o espaço urbano? Esta foi a provocação inicial da última edição do Rio de Encontros em 2016, realizada no dia 17 de novembro, e terá como tema “Inovação tecnológica e o futuro das cidades”.

Como provocadores, Marcos Ferreira, fundador da mobCONTENT, produtora e distribuidora de conteúdo audiovisual, transmidia e digital; e Victor Vicente, jornalista e coordenador de comunicação do Instituto de Tecnologia e Sociedade – ITS RIO. A mediação ficou por conta de Fabro Steibel, professor de inovação e tecnologia da ESPM Rio e diretor executivo do ITS RIO.

Confira abaixo algumas das falas mais emblemáticas do debate:

“O quanto podemos alterar a cidade a partir da perspectiva da realidade virtual e da experiência aumentada, e o quanto o nosso espaço físico vai ser transportado para a realidade virtual?” (Marcos Ferreira)

“O que é preciso é pensar  sobre qual tecnologia promove impacto real na vida do cidadão” (Victor Vicente)

“Nós programamos computadores para pensar como humanos, e aí começamos a entender como as máquinas pensam” (Fabro Steibel)

“As cidades inteligentes usam a inteligência do cidadão. Por que eu não posso ter um jeito rápido de informar a prefeitura sobre o que acontece na minha rua?” (Anabela Paiva)

“O celular está fora de mim, mas também está meio dentro. Daqui a pouco eu vou estar na máquina” (Fabro Steibel)

“A questão do tempo é absolutamente definitiva. De que cidades inteligentes estamos falando, se não permitem às pessoas terem direito ao seu tempo?” (Thereza Lobo)

Marcos Ferreira / Foto: Acervo O Instituto

Marcos Ferreira / Foto: Acervo O Instituto

“Tecnologia é commodity. Está aí e qualquer um pode usar. Difícil é produzir o conteúdo” (Marcos Ferreira)

“O que a tecnologia poderia fazer para melhorar a mobilidade urbana de portadores de necessidades especiais?” (Denise Kosta)

“A tecnologia em si não é solução. Ela pode criar soluções genéricas, mas  cada lugar precisa de uma solução única” (Victor Vicente)

“Estamos muito distantes de uma gestão pulverizada, em que o administrador de um bairro tem poder para tomar decisão” (Anabela Paiva)

“Tempo tem a ver com qualidade de vida e com desigualdade, o que tanto nos afeta. Mas o direito ao tempo não está na constituição” (Thereza Lobo)

“O grande conflito entre tempo profissional e tempo privado só se agrava, é geracional. A queixa é de que tudo é muito corrido, as pessoas dizem que não dão conta de viver, tamanha é a pressa” (Thereza Lobo)

“Precisamos de mais jovens na política, desses que devoram tecnologias” (Leonardo  Rangel)

“A demanda pela tecnologia vem de dentro para fora ou de fora pra dentro? Quem está criando o quê?” (Aline Copelli)

“Em essência, a tecnologia digital é diálogo” (Victor Vicente)

“Em Amsterdã, a cidade é super inteligente, mas os humanos é que são chamados para resolver os problemas” (Fabro Steibel)

“Mais importante que a atuação do estado é o cidadão  incorporar o como fazer da tecnologia” (Marcos Ferreira)

“A tecnologia de rede veio mudar cada vez mais a cidade” (Teresa Guilhon)

“Discutir tecnologia envolve discutir política” (Ilana Strozenberg)

“A consciência inteligente é perfeita, o problema é o inconsciente. No dia em que o robô tiver um lapso, digo que ficou humano” (Numa Ciro)

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