Tecnologias digitais e novas formas de aprendizado

Ilana Strozenberg, diretora acadêmica d'O Instituto, faz a abertura do Rio de Encontros / Foto: Roberta Voight

Ilana Strozenberg, diretora acadêmica d’O Instituto, faz a abertura do Rio de Encontros / Foto: Roberta Voight

As escolas não são mais as mesmas de antigamente. Com a presença de tecnologias cujos recursos alteram os ambientes pedagógicos e influenciam o próprio processo de ensino e aprendizagem, elas precisam descobrir maneiras de lidar com novas configurações de tempo, espaço e construção de subjetividades. As perguntas relativas ao embate entre a escola que se deseja e a educação que elas de fato oferecem são de muitas ordens. O sexto Rio de Encontros de 2016, realizado no dia 27 de outubro, reuniu quatro profissionais cujas inserções no universo da educação se complementam para discutir o tema “Tecnologias digitais e novas formas de aprendizado” com uma plateia composta majoritariamente por jovens e professores.

Afinal, a percepção de que os métodos de educação tradicionais são anacrônicos em relação ao mundo atual parece se configurar como um consenso. Ainda é lícito falar em “pedagogia”, num contexto em que prevalece o valor das relações interativas na produção de conhecimento? Estes são os questionamentos iniciais apresentados a André Couto, diretor de arquitetura de aprendizagem da Tamboro Educacional; Eliane Ferreira, diretora da Escola Municipal Professor Souza Carneiro; Fernando Mozart, cineasta, diretor e roteirista de TV e coordenador da escola de arte e tecnologia Oi Kabum!; e Jonathan Caroba, coordenador de midiaeducação do Planetapontocom.

Flávia Flamingo, diretora da ESPM Rio / Foto: Roberta Voight

Flávia Flamínio, diretora da ESPM Rio / Foto: Roberta Voight

O tema do evento, que tem patrocínio da ESPM, não poderia ser mais oportuno, já que a Escola festeja seus 65 anos em 2016. Aliás, por uma feliz coincidência, sua inauguração ocorreu exatamente na data do encontro. “Neste dia, comemoramos a data em que o primeiro presidente da ESPM entregou a Assis Chateaubriand o projeto de uma escola de propaganda que funcionaria no MASP. A empresa cresceu e tornou-se de grande porte, lado a lado com agências e empresas de mídia de todo país. O tema de hoje é sobre futuro e inovação. E inovação é a marca da ESPM”, anunciou a diretora da escola no Rio, Flávia Flamínio, na abertura.

O debate iniciado a seguir por Ilana Strozenberg, diretora acadêmica d’O Instituto e responsável pela mediação do debate, foi acalorado e se prolongou muito além do tempo marcado.

“Uma pesquisa recente realizada pelo Programa Internacional de Avaliação de Alunos revela que, no Brasil, a maioria dos estudantes, incluindo os da elite, são capazes de reproduzir conteúdos mas não de formular um raciocínio próprio. Esse é um tipo de aprendizado que não enriquece o próprio sujeito. Como as redes sociais e a internet podem ser incorporadas às práticas de ensino para mudar esse quadro?”, foi a pergunta com que passou a palavra aos convidados.

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