Burocracia sexy

A solução vem pelo Facebook? O poder público pode fazer parcerias com o cidadão? Uma breve olhada no perfil institucional da cidade de Curitiba no Facebook é um bom exemplo de aproximação com a população via redes sociais, realça Konopacki. Ali, a informalidade gera engajamento. Em vez do texto quadrado, uma linguagem mais próxima de quem faz a consulta.

No redesenho das relações em tempos de internet, o chamado e-governo precisa atender algumas premissas. Uma delas é estabelecer um login único para acesso, sinaliza o cientista, que saca como exemplo o login cidadão, criado no Rio Grande do Sul, com apoio do Banco Mundial. O acesso a quaisquer serviços do estado a partir dessa interface, com instrumentos que fazem a informação chegar ao governador,é feito a partir de um único login digital.

Indo além, os serviços ao e-cidadão devem ser mais inteligentes para encurtar o caminho até as ouvidorias públicas. “O cidadão tem de saber que tem um canal de acesso e que será atendido em sua solicitação. Quando a prefeitura abre os canais, pode estabelecer hierarquia de prioridades e definir sua atuação num raio maior de questões. Se tem a capacidade de ler e priorizar, pode atender, ainda que não imediatamente. Mas o cidadão precisa estar seguro de que vai ser atendido em algum momento”, afirma.

Sim, ao poder público cabe boa parcela do trabalho. Mas aplicativos smart cities, por sua vez, podem perfeitamente partir de iniciativas da sociedade civil. ”A prefeitura do Rio tem o Centro Integrado de Informação e Controle, mas ainda há muito para fazer e criar para ajudar o cidadão”, relata.

Também é preciso dar transparência ao uso dos dados pessoais postados na rede. “É importante que seja firmado um pacto de bom uso, pois o cidadão tem de estar protegido quanto à sua privacidade”, pondera. O incentivo à abertura de dados gerados pelo poder público, por sua vez, é uma grande oportunidade para empreendedores: precisamos de soluções inteligentes. Para fechar, Konopacki deixa o desafio de se promover – e fazer – a burocracia sexy, ou seja, encontrar novas  formas de nos conectarmos com o maquinário de governança.

Para inspirar

colab.re
consumidor.gov.br
Marco Civil da Internet
Jennifer Pahlka, do Code for America (TED 2012) 

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