Donos do mundo

Os ataques disparados na rede têm um ponto em comum, segundo Dias: são planejados com o propósito de gerar o caos. “É uma mente que convoca adolescentes para espalhar o ódio”, afirma ele, realçando um ponto que causa estranheza: “Essa pessoa não precisa ser responsabilizada por formar uma quadrilha? Nós identificamos um grupo nas redes sociais que se amontoava para realizar ataques pontuais. Um crime menor mascara questões maiores, cria-se um fato que passa a ser discutido”, analisa.

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João Marcio Dias. / Foto: Natalia Gonçalves

“Quando os crimes ocorrem na esfera virtual, qual o controle possível?”, indaga Dias, apontando para empresas gigantes, sem sede no Brasil, que se recusam a fornecer dados sob o argumento da garantia de privacidade. “Ora, o Zuckerberg não está preocupado com privacidade. Onde a Justiça pode entrar em contato mais direto com esses escritórios e grupos que atuam no Brasil? O Twitter dialoga de maneira mais honesta, colabora. Mas o Facebook parece dono do mundo. É preocupante pensar que uma pessoa no mundo detém todas as informações sobre todos nós, e não temos mecanismos de controle. Você não pode pedir o IP de alguém que o agrediu. Em teoria, tudo que se faz na internet fica registrado. Mas você não tem acesso”, pontua.

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