Caminhos para o Rio: economia criativa e cultura maker – encerramento do ciclo 2015

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Em clima de confraternização, o encerramento da temporada 2015 teve a participação inspiradora de BATMAN ZAVAREZE e GABRIELA AGUSTINI, apresentação do resultado do Laboratório de Criatividade e Inovação e de quatro projetos desenvolvidos por jovens empreendedores da Turma Rio de Encontros.

Dois craques em reunir pessoas com talentos diferentes para trabalhar em torno de ideias criativas, os realizadores Gabi Agustini e Batman Zavareze fecharam com fartas doses de otimismo a temporada 2015 do Rio de Encontros. A dupla foi convidada para a sessão de encerramento do ano, conversando sobre o tema Caminhos para o Rio: Economia Criativa e Cultura Maker. Foi uma tarde inspiradora, que terminou com a entrega dos certificados de participação para os alunos da Turma Rio de Encontros.

Dez anos antes de fazer o festival que acaba de completar o 10º aniversário, Batman Zavareze registrou o nome Multiplicidade. Ainda estava na faculdade e a palavra “multi” começava a ser usada para classificar coisas que ainda não tinham nome. O próprio Batman – nascido Marcelo – também não tinha encontrado uma palavra para definir o que fazia profissionalmente. “Eu era inclassificável e me incomodava quando as pessoas me chamavam de multimídia. Aos poucos, me apropriei desse benefício que é ser inquieto, curioso. É o grande barato num país que tem grandes problemas para se buscar conhecimento, como o nosso”, disse Batman, curador do Festival Multiplicidade, diretor de arte, designer, multiartista, agitador, entre outras possíveis classificações.

Leia mais sobre a participação de Batman Zavareze

Com Gabriela Agustini não é muito diferente. “Eu fui jornalista”, ela diz, avisando que hoje costuma explicar o que faz “mais pela não definição do que pela definição”. “Acabei me envolvendo com projetos que têm essa interseção entre cultura, empreendedorismo, tecnologia, inovação”, conta Gabi, uma das pessoas que está à frente do Olabi, um ‘maker space’ aberto há um ano, em Botafogo. “Ele vem de numa tentativa de estimular a apropriação de tecnologia, fazendo com que as pessoas olhem para os aparatos de forma um pouco diferente”, explica.

Leia mais sobre a participação de Gabi Agustini

IMG_0388No encontro, também foi apresentado o resultado do Laboratório Audiovisual, ministrado pelo professor Giovani Moragoni. Inspirado pelas contribuições dos alunos nas oficinas, ele compôs a música “A vida quer viver”, que virou trilha sonora do vídeo, feito coletivamente e editado por Manaíra Carneiro, cineasta e monitora do projeto. “O Rio de Encontros para mim foi uma oportunidade de poder olhar para conceitos como criatividade, foco, necessidade. No primeiro encontro, pedi para que as pessoas se apresentassem criativamente, e foi incrível. Me senti inspirado por eles”, disse o professor da ESPM.

Leia frases em destaque do Rio de Encontros

O clima de comemoração, no entanto, não fez com que fosse esquecido um evento importante para a cidade, que ocorria quase ao mesmo tempo da sessão do Rio de Encontros: a passeata em Madureira, organizada em memória dos cinco jovens assassinados em Costa Barros, por policiais militares, no dia 19 de novembro. “Aqueles meninos eram para estar aqui com a gente. Nossos pensamentos hoje vão para eles, as famílias e esse movimento que está acontecendo no Parque Madureira”, disse Silvia Ramos, na abertura do debate.

O Rio de Encontros volta em 2016!

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