Debate “de capital federal à cidade metropolitana” em frases

Rio de Encontros. Auditório da ESPM, Rio de Janeiro, Brasil.

Foto: Monara Barreto

Nesse primeiro encontro de 2015 conversamos sobre uma nova identidade para a cidade do Rio de Janeiro. Afinal, uma cidade tão rica em diversidade cultural não pode se ater apenas à imagem de uma região, não é mesmo? Revendo a história da cidade com a historiadora Marieta de Moraes Ferreira (FGV/UFRJ) e o geógrafo Henrique Silveira (Casa Fluminense) vimos que já passamos por muitas transformações e que agora a cidade se encaminha para um crescimento enquanto metrópole. O nosso debate, então, girou em torno das questões : “como é o Rio de Janeiro metropolitano?” e “o que queremos dela enquanto metrópole?”

Abaixo algumas frases marcantes do nosso encontro de maio de 2015.

Clique aqui para visualizar as fotos do encontro

Hoje a gente sabe que não dá para pensar no Rio de Janeiro pensando apenas na cidade. Afinal, na cidade do Rio de Janeiro a Zona Oeste está incluída ou não? E Nova Iguaçu? E São Gonçalo? E a Zona Norte? E Duque de Caxias?” Silvia Ramos

É possível e necessário pensar o Rio de Janeiro como cidade metropolitana mais integrada e igualitária. A gente precisa se pensar como uma cidade de 12milhões de habitantes, resolver junto, sentar com prefeitos, sociedade civil, inciativa privada para pensar nas soluções para essa metrópole.” Henrique Silveira

A identidade do fluminense e do carioca é medida pelo CEP? Em tempos de violência na cidade como um todo, em redes sociais eu vejo pessoas colocando #paznalagoa. Não seria paz no Rio de Janeiro inteiro?” Luiz Gustavo

Identidade é um instrumento de luta política. A gente tem que lutar para que essa construção assuma outros contornos, que permitam maior igualdade de direitos entre as pessoas”. Marieta de Moraes Ferreira

Nesse momento, há sinais de que essa identidade está em processo de transformação. Cabe a pessoas como as que estão aqui alargarem essa noção.” Marieta de Moraes Ferreira

A quem além de nós interessa esse pensamento que estamos produzindo aqui?” Denise Kosta

Fizemos uma manifestação em Copacabana, logo após a morte do Eduardo, no Alemão. Foram umas 50 pessoas e ficaram nos olhando estranho. A morte do médico na Lagoa parece que doeu mais. As mortes são na cidade do Rio”. Helcimar

Estou aqui para uma nova pesquisa: “Vencedores e perdedores – o destino das favelas e subúrbios”. Quero entender qual a estratégia para se aproximar do tomador de decisão, como mexer no estigma na cabeça das pessoas, e quais as sugestões para diminuir a desigualdade e aumentar a inclusão”. Janice Perlman

A gente faz redes, mas ainda não é autor dessa participação, ainda não vai na base. Há um grupo que não acessa essas redes. A gente ainda tem cúpulas que pensam a revolução, mas não vai na base. Acho que isso é saúde civil. A gente ainda está muito doente. A gente tem que pensar em ações para que as pessoas voltem a ter coragem de participar”. Renata Codagan

Como é o meu pertencimento, sendo negro, com este cabelo, que fica ainda mais complicado: as discriminações ficam maiores ainda. Como é que esse favelado faz para circular nos espaços? Aí, vindo para cá para o Centro, me deu uma alegria muito grande, porque eu vejo os camelôs, vejo o povo que é junto comigo, na luta e que me alegra muito”. Igor Soares

Quando há problemas na Zona Sul, a primeira medida é sugerir que se revistem os ônibus que vêm da Zona Norte. Qual a importância da mídia em propagar as ideias sobre a cidade partida e influenciar positivamente nisso?” Yuri Henderson

É importante a formação de professores de educação básica, capazes de ensinar bem as nossas crianças. Grande parte dos nossos alunos é da região metropolitana. Como lidar com as realidades das localidades? Hoje ser professor da educação básica é um desafio imenso. Marieta de Moraes Ferreira

Política pública não necessariamente é governamental. Tem muita coisa por ser feita que não será feita pelos órgãos públicos”. José

Cria a sua narrativa. A comunicação está em transformação? Como lidar com a mobilidade em lugares que não te aceitam? Tem a ver com a produção cultural, de história, memória, território. Reforçar a nossa identidade, se colocar na cena pública como tal e encontrar nossos pares”. Henrique Silveira

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