Por uma cidade imaginada

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Beatriz Jaguaribe. Foto Paula Giolito

A professora e pesquisadora nas áreas de nação, memória e cidades midiáticas Beatriz Jaguaribe tem interesse particular na imaginação artística sobre a cidade. Com uma produção acadêmica centrada também na cultura urbana, ela fez questão de iniciar a conversa com a plateia do Rio de Encontros respondendo à primeira pergunta formulada para o debate: existe crise no modelo de cidade moderna?

A cidade é como o céu e o inferno, Beatriz invocou a obra “A Divina Comédia” de Dante para dar conta da resposta:

“Todo mundo sabe que inferno é horrível, mas na hora de imaginar o que é o paraíso a nossa mente fica em branco, porque o paraíso de um é o inferno do outro. Acontece o mesmo com a cidade. Há utopias urbanas que se transformaram em modelos extremamente disfuncionais: a ideia modernista da cidade como abolição da rua invadida pelo automóvel, sem integração entre classes, sabores, pessoas, áreas de lazer e áreas de comércio, deixando tudo compartimentalizado. Não é que esse seja um modelo totalmente fracassado, mas está sendo altamente questionado”, ressaltou ela.

Há uma crise de imaginários possíveis para a cidade, adiantou Beatriz. Já não mais planejada considerando o cotidiano das pessoas, não é possível  enxergar a relação de afetividade e pertencimento do homem ao seu ambiente. Homogeneizadas, as cidades foram transformadas em não lugares.

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