Ocupações do Espaço Público em frases e fotos

Pensar numa forma de transformar a cidade num ambiente mais democrático é um desafio. Mas existem pessoas que continuam tentando, são aquelas que procuram utilizar ruas e espaços públicos como locais de manifestação política e cultural convocando, cada vez mais, a participação de interessados. Para discutir esse assunto, o Rio de Encontros reuniu um time de debatedores empenhados em mostrar que é possível melhorar nosso lugar: Beatriz Jaguaribe, doutora em Literatura Comparada e professora da Escola de Comunicação da UFRJ; Pedro Rivera, arquiteto, diretor do Studio-X Rio e Vitor Pordeus, médico, ator, psiquiatra cultural, pesquisador e fundador do Hotel Spa da Loucura no Hospital Psiquiátrico Nise da Silveira.

Para ver as fotos do encontro, CLIQUE AQUI

Confira algumas das falas mais marcantes do debate:

“O tema de hoje nos escolheu, não podíamos deixar de falar sobre isso dado o atual momento do Rio de Janeiro” Teresa Guilhon

“Esse é um tema muito sensível para nós que fazemos o Spa da Loucura. Estar na rua é um ritual, tem forças que se manifestam no espaço público com as quais lidamos” Vitor Pordeus

“Não gosto de falar em teatro de rua, pois ele é mais do que isso, é a restauração do espaço público enquanto manifestação da sociedade” Vitor Pordeus

“A ideia é entrar no nosso mundo psíquico e mudar o mundo, desde que sejamos capazes de buscar nossas tradições” Vitor Pordeus

“Sabemos como o espaço vem sendo cerceado. A cidade está cada vez mais subdividida, temos que passar essas barreiras para o convívio” Pedro Rivera

“A maioria das cidades têm seus territórios bem separados, mas no Rio de Janeiro temos uma superposição do que é considerado centro e periferia, eles são ligados e muito próximos” Pedro Rivera

“O espaço público tem o dever de servir ao coletivo da cidade, estar nele significa negociar permanentemente” Pedro Rivera

“Precisamos pensar na dimensão do nosso corpo no espaço e como se relacionar com ele. Pensar numa cidade onde fosse possível caminhar descalço nela” Pedro Rivera

“Tem utopias urbanas que se transformaram em modelos disfuncionais. E a imaginação da cidade? Há uma crise material e de imaginários” Beatriz Jaguaribe

“O Porto Maravilha é um exemplo de diálogo com o passado, do solo vem a memória do que foi a criação da cidade” Beatriz Jaguaribe

“O carnaval de rua pode até ser articulado na rede, mas as pessoas têm necessidade física de estar na multidão e deixar outro tipo de imaginação surgir” Beatriz Jaguaribe

“A cidade que é imaginada acaba se transformando fisicamente. Mas é preciso pensar no conjunto” Beatriz Jaguaribe

“A sociedade deve ser pensada para todos, mas não é construída assim” Nathália Rodrigues

“A cultura de rua é colocada de lado, a não ser quando se elege um ou outro artista que vira moda” Rita Fernandes

“Acho que só tem ​um jeito de mudar a cidade:  ocupando-a. O Rio é rua” Rita Fernandes

“O Estado está se apropriando da iniciativa da rua. Não oferece apoio, mas se apropria” Marcão Baixada

“Temos que debater o fenômeno da alienação cultural! O nosso povo não tem imagem de si próprio, de representação, mas tem identidade, tem passado. Reverter esse processo​ é dificílimo, usamos para isso o que temos: teatro e cinema” Vitor Pordeus

​F​oi um erro​ achar que a arquitetura podia produzir um novo homem” Pedro Rivera

“Perdemos a capacidade de imaginar cidades […] você tem que falar de tudo e ter direito a tudo” Beatriz Jaguaribe

“Os lugares têm que ser apropriados e a cultura tem que ser um espaço de autonomia que gera entendimento. Precisamos assumir essa posição como lugar de direito” Edmar Junior Oliveira

“Cuidar da cidade implica em cuidar da calçada em ​que a gente pisa, em pensar o que o outro está vendo” Ana Claudia Souza

“Desenvolvo trabalho com cegos, queremos sair da caixinha do teatro e ir para as ruas, mas existem as barreiras arquitetônicas e a do poder público” Leila Abraão

“Tem que haver uma delicadeza na cidade, ninguém pensa em ninguém. Os problemas do dia a dia fomentam o ódio e saem na arma” Numa Ciro

“Você sai de casa já derrotado, preparado para a porrada” Marcão​ Baixada

“A ocupação irregular do espaço público na favela é uma grande violência” Anabela Paiva

“A gente tem a espinha dorsal do ritual, falta aprimorá-lo” Vitor Pordeus

“O rolezinho é um enfrentamento do capital simbólico e o Projeto Ilha Pura, na Barra, é um exemplo​ de espaço de cerceamento” Pedro Rivera

“A questão é de que maneira a gente entende que a cidade é uma extensão de nós, do nosso corpo” Pedro Rivera

“Acho que o teatro do Vitor tinha que entrar num condomínio fechado” Beatriz Jaguaribe

“Mais do que as falas, estou impactado com as vontades. A Região Portuária é um espaço onde podemos manifestar tudo isso” Egeu Laus

“Todo cidadão devia dar um grito de consciência, as coisas não podem ser feitas na base da desconfiança” Suzane Worcman

“Depois que passei a usar bicicleta para me locomover enxerguei a cidade de um modo diferente. As obras públicas mais recentes na zona oeste não pensam no pedestre e no ciclista” Carolina Queiroz

“A gente tem que se apropriar do espaço público. Estamos fazendo essa transformação com o Projeto Realengo Reação em Grafite” Oberdan Mendonça

“A favela é a cidade do futuro, precisamos entender essas dimensões. O Minha Casa Minha Vida é um programa de alojamento sem a possibilidade de expandir” Pedro Rivera

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