O Rio depois da Copa

"O Rio depois da Copa": quatro debatedores e a plateia, na Casa so Saber Rio O Globo / Foto Paula Giolito

“O Rio depois da Copa”: quatro debatedores e a plateia, na Casa so Saber Rio O Globo / Foto Paula Giolito

Aos olhos do mundo o Brasil fez a Copa das Copas. A hospitalidade ímpar conquistou até adversários mais sisudos e pouco cordiais. Os 30 dias de jogos e de trégua foram uma prova para o país. Para o Rio, em particular e não à toa: em dois anos, a cidade será sede também de outro evento de igual projeção, o Jogos Olímpicos. E terá de convencer a todos de que é boa para quem a visita e também para quem a habita.

As perguntas estão na ordem do dia. Que legado ficou da Copa e que legado teremos dos Jogos Olímpicos? Como fazer do esporte o caminho para a redução das desigualdades e a para a inclusão produtiva dos jovens de baixa renda? O que está sendo feito para que o evento seja realizado com a participação da sociedade? O Rio se apresentará uma cidade mais inclusiva ou mais excludente? Haverá mais reconhecimento dos seus habitantes, com promoção do esporte e da cidadania? Qual o papel das Olimpíadas nessa trajetória e o quanto os moradores vão poder usufruir dessa cidade?

No dia 12 de agosto, o Rio de Encontros reuniu convidados de duas frentes – o esporte e a organização – para discutir o “O Rio depois da Copa”: o urbanista Augusto Ivan de Freitas Pinheiro, assessor especial da presidência da Empresa Olímpica Municipal, e o jornalista Mário Andrada, diretor de comunicações para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016; e os atletas Isabel Salgado, ex-jogadora de vôlei, com diversos títulos em quadra e uma das pioneiras do vôlei de praia no Brasil, e o medalhista olímpico de judô Flávio Canto, um dos fundadores da organização não governamental Instituto Reação. Um quarteto capaz de atrair plateia e lotar a Casa do Saber Rio O Globo, palco habitual do ciclo de debates.

A diretora acadêmica d'O Instituto, Ilana Strozenberg, faz a abertura do encontro / Foto Paula Giolito

A diretora acadêmica d’O Instituto, Ilana Strozenberg, faz a abertura do encontro / Foto Paula Giolito

“A gente está aqui para fazer perguntas, muito mais que para expor verdades. Vamos nos questionar a nós mesmos e aos nossos convidados”, convidou Ilana Strozenberg, na abertura, anunciando também a nova logo do projeto, fruto da parceria com a ESPM, patrocinadora do Rio de Encontros em 2014.

Convidado para mediar a conversa, Pedro Strozenberg, secretário executivo do Instituto de Estudos da Religião (ISER), sintetizou o momento pós-Copa e pré-Olimpíadas que o Rio atravessa.

“A cidade que saiu de um PAN (2007) e de uma Copa do Mundo está acostumada a eventos mundiais. São dois eventos relativamente recentes, que ajudam a olhar para o que vai acontecer daqui a dois anos. É importante  olhar para trás, mas sobretudo pensar numa perspectiva de futuro, sobre o quanto a Olimpíada tem mudado ou contribuirá para uma mudança na cidade”, disse Strozenberg, ao anunciar os convidados para a plateia. Todos prontos para o bate-bola, o Rio de Encontros começou.

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