Rio de Encontros em frases e fotos: Política, representação e redes sociais

Debatedores e convidados no Rio de Encontros / Foto: Paula Giolito

Debatedores e convidados no Rio de Encontros / Foto: Paula Giolito

O Rio de Encontros da terça-feira, 27 de maio, reuniu três convidados de origens e opiniões distintas para discutir com uma plateia igualmente heterogênea sobre “Como o Rio vota? Política, representação e redes sociais”. Como provocadores do debate, o cientista político José Eisenberg, o antropólogo Cláudio Gama, diretor do Instituto Mapear, e o jornalista político Alexandre Rodrigues, do jornal O Globo.

Para ver as fotos do encontro, clique aqui

Confira as frases mais marcantes do debate:

“Há vocação no Rio para uma terceira via, fora da clássica divisão PT-PSDB”, Alexandre Rodrigues

“Há total falta de entendimento por parte dos políticos do que são as redes sociais. Eles não entendem que as pessoas querem conversar”, Alexandre Rodrigues

“As pessoas confiam no amigo do facebook, o que abre a possibilidade de credibilidade. Por outro lado, há o risco da informação errada compartilhada desordenadamente”, Alexandre Rodrigues

“Pelo que percebo, nas classes médias da Zona Sul, as discussões são vazias, não se busca infomação sobre o que é feito ou não. É a crítica pela crítica”​
“Antes, formador de opinião era morador da Zona Sul de classe mais alta. Isso mudou”, Cláudio Gama​​

“A demografia das manifestações de 2013 mostra que eram quase todos jovens. O prêmio salarial vem caindo e o acesso à educação não leva à mobilidade social através do mercado de trabalho Assim, de um lado, há a expectativa frustrada dos pais. Do outro, a frustração dos filhos”, José Eisenberg

“Não podemos esquecer que o voto é barato. Hoje, na sociedade capitalista, aqui e alhures, o voto gera pouca adesão, tem dimensão rebaixada no contexto das massas”, José Eisenberg

“O Rio odeia partidos, gosta de linhagem, é aristocrático, como a velha capital da República”, José Eisenberg

“A vocação nacional do Rio não deve ser vista como um defeito. Na eleiçao municipal, se discute o país. A questão é que nós necessitamos de reforma política real. Os partidos não valem em lugar nenhum. Nossa tragédia é que no Brasil os partidos não têm uma proposta”, Claudius Ceccon

“Os candidatos não sabem usar as mídias ou não querem usar?”, Shirley Rosendo

“Como ter sentido de partido se os próprios partidos não têm?”, Anabela Paiva

“Crise de representação e legitimidade é um problema do mundo inteiro, não é só nosso”, José Eisenberg

“Acreditem se quiserem, qualquer um chorava quando o Garotinho falava dos filhos adotivos dele, na época em que era prefeito de Campos. E foi assim que ele ganhou ​d​o Cesar Maia”, Cláudio Gama

“As redes sociais não vão ter impacto (nas eleições)? Mas o processo de difusão é tão dinâmico que a informação chega às pessoas mesmo que elas não queiram. O grave é que a informação que circula é forte e não é comprometida com fatos. Tem potencial incendiário”, Anabela Paiva

“Eleição e rede social é casamento infeliz. Não vai rolar”, José Eisenberg

“O eleitor vota no que ele está vendo”, Cláudio Gama

“Existe hoje um senso comum de que a imprensa é um grande mal. Mas a imprensa é um pilar da democracia, não pode ser desmoralizada”, Alexandre Rodrigues

“A questão é: o que vocês acham da ditadura das milícias nas favelas? Que tipo de garantia e segurança as eleitores terão para exercer essa democracia, considerando as milícias?”, Willian de Oliveira, líder comunitário na Rocinha

“As comunidades que tiveram algum nível de institucionalização foram as que as que apresentaram maior resistência às milícias, que foram se instalar na Zona Oeste porque não há nenhum amparo”, José Eisenberg

“Abstenção tem taxas constantes desde 1988. A apatia diante do voto obrigatório não se mexe. O voto obrigatório é uma dádiva divina, que fique assim”, José Eisenberg

“O novo modelo de representatividade tem de passar pela transparência durante o mandato. Se as coisas não estão funcionando, o cara que está no poder tem de mudar ali. Os governos têm de aprender a fazer isso”, Alexandre Rodrigues

“Há manipulação das pesquisas de intenção de voto?”, Igor Souza

“Entre os grandes institutos, é muito difícil haver manipulação. Os cenários eletitorais mudam muito. O instituto é testado eleição após eleição”, Cláudio Gama

“Não tem pesquisa cretina. Pesquisa de opinião erra porque os pesquisadores são ruins e erram e porque o que eu declaro e o que eu voto são coisas diferentes, por um ​c​onjunto de variáveis”, José Eisenberg

“Tenho 26 anos e nunca tive uma aula de política na escola”, Hugo Rodrigues

“O interesse pela política passa pela escola. A educação, naturalmente, faz as pessoas mais abertas para a política”, Alexandre Rodrigues

“Quero a Educação Moral e Cívica e OSPB, que ensinavam valores e virtudes de uma vida cívica e um sistema político republicano​, de volta. ​Mas sem o caráter autoritario da época da ditadura, claro. ​Sem isso, a educação não funciona”, José Eisenberg

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