Debate aberto

Christiane Sampaio, Alessandra Oberling e Julita Lemgruber / Foto Paula Giolito

Christiane Sampaio, Alessandra Oberling e Julita Lemgruber / Foto Paula Giolito

Alessandra Oberling, no papel de mediadora, dez as duas primeiras perguntas. A Julita Lemgruber, sobre o que a experiência do Uruguai tem a ensinar. A Christiane Sampaio, por que a internação não é a melhor solução para os dependentes químicos, principalmente a população de rua.

Julita Lemgruber está certa de que o Uruguai vai nos ensinar muito. “Até o ano passado, 60% da popúlação eram contra a Lei. Duas semanas atrás, uma nova pesquisa mostrou que mais de 50% acreditam estar no caminho certo. É importante lembrar que maconha é generalizada como modo de ser naquela sociedade. O traficante estava oferecendo outras drogas. A existência do tráfico é que leva a outras drogas. Estudos mostram que a maconha pode, inclusive, ser porta de saída para usuários do crack”, pontuou.

De acordo com a psicóloga Christiane Sampaio a internação é excludente e dá ao sujeito um lugar distante, a exemplo do que ocorreu com os pacientes psiquiátricos. “A internação não é medida de salvação, não problematiza, exclui. O buraco é bem mais embaixo. Não existe fórmula mágica. A gente tem tecnologias de cuidado, como o CAPS. A internação pode ocorrer para desintoxicar, por um período de 15 dias, por exemplo. O tratamento tem de ser multidisciplinar. Mas não temos dispositivos disponíveis, é preciso ampliar a cobertura”, ressaltou ela.

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