Rio de Encontros e a cidade das cidades misturadas

Rio de Encontros, 10 de setembro, Casa do Saber Rio - O Globo / Foto Marco Sobral

Rio de Encontros, 10 de setembro, Casa do Saber Rio – O Globo / Foto Marco Sobral

Quantas cidades cabem em uma? No Rio de Encontros sobre “As vocações das diferentes regiões do Rio de Janeiro”, realizado nesta terça-feira, 10 de setembro, muitas cidades afloraram. Com a participação do presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) e professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ, Sérgio Magalhães, e a pesquisadora do IETS, a economista Maína celidonio, a conversa se estendeu para muito além dos territórios. 

VEJA AS FOTOS DO ENCONTRO

Confira algumas das frases que pontuaram a manhã na Casa do Saber Rio – O Globo:

“A vida não só é mais difícil nas favelas, mas o futuro também está comprometido”
Maína Celidônio

“A favela é uma forma de organização do espaço, mas não compreende toda a pobreza urbana”
Sérgio Magalhães

“A forma urbana favela tem sido a saída para famílias pobres habitarem o espaço urbano”
Sérgio Magalhães

“O Rio é a cidade com maior porcentagem de pessoas que levam mais de 1h30 para chegar ao trabalho. É preciso uma força sobre-humana para enfrentar duas horas de transporte público e chegar a um lugar sem luz, água ou calçamento”
Sérgio Magalhães

“Por que o metrô é uma  linha, quando todo mundo sabe que não é assim que se faz? Não é aceitável”
Sérgio Magalhães

“O sistema educacional não cria a chave que conecte o jovem com aquele prédio quadrado, que parece uma prisão.  O jovem quer inventar a sua vida. Pensar para além”
Hanier Ferrer, da Agência de Redes para a Juventude

“Ao vermos os dados sobre os ‘nem, nem, nem’, ficamos chocados, preocupados. O que esse pessoal está inventando?”
Marina Moreira, da Agência de Redes para a Juventude

“O ‘nem, nem, nem’ tem muito na Rocinha, o que engrossa a manutenção do tráfico. Mas o que e oferecido para ele como alternativa?”
Ana Lúcia Costa, da Rocinha

“Os nem, nem, nem’ talvez sejam dançarinos, produtores culturais e estejam empreendendo outras coisas. O ‘nem, nem, nem,’ não é o que não faz. Ele pode estar fazendo outras coisas. A gente constroi mesmo não estando incluído na política socialmente”
Karen Kristien, estudante de cinema na UFF

“A maior favela do Rio não é a Rocinha, é a Baixada Fluminense. Lá, a gente carece de infraestrutura, de educação, tem bem pouco dinheiro e não consegue fomentar projetos porque dizem que a gente não é favela. Como a gente não é favela?”
Petter MC, mix de rapper e repórter

“Me esforço para que meus filhos estejam em escola particular, sou pobre abusado. Se estivessem na escola pública, não saberiam ler”
Petter MC, mix de rapper e repórter

“Os serviços chegam, mas chegam a que favelas? Mais do que favela ou não, existe uma cidade que está sendo maquiada e outra que está sendo esquecida. Uns têm tudo e outras não têm o mínimo”
Gabriela Faccioli, rede Norte Comum

“Morar na favela é o modo como muitas famílias pobres conseguiram viver na cidade, porque é acesso melhor a trabalho, educação e saúde. A favela é alternativa, pode ser vista como adesão à vida urbana, não como agressão. É o modo possível”
Sérgio Magalhães

“O Rio não é uma cidade só de desigualdades, mas de realidades muito diferentes”
Maína Celidônio
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s