As novas caras do Rio de Encontros

A nova cara do Rio de Encontros: jovens atuantes em projetos de comunidade e da periferia na plateia

Jovens atuantes em projetos de comunidade e da periferia da cidade integram a plateia na edição de 2013
Foto: Marco Sobral

Gente jovem reunida dá em muitas coisas. Na edição 2013 do Rio de Encontros, iniciada com uma palestra da socióloga Maria Alice Rezende de Carvalho, representantes de movimentos e projetos desenvolvidos em comunidades do Rio de Janeiro ocupam lugar privilegiado na plateia e mostram que de luta por direitos e ocupação pacífica de territórios eles entendem bem.

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2 respostas em “As novas caras do Rio de Encontros

  1. Olá!

    O debate de ontem foi muito bom! Adorei a exposição da professora Maria Alice Rezende de Carvalho! Ela criou um ambiente muito legal para o entendimento da história do Rio de Janeiro. Foi muito pertinente os momentos em que ela mostrou que não só o Rio, mas muitas cidades do mundo, mudaram seu perfil com a institucionalização do mercado de trabalho (Londres é o exemplo mais emblemático). Na minha experiência na Agência de Redes para Juventude, a gente discute muito o direito à cidade. E um dos aspectos dessa discussão é a perpecpção de que muita gente circula pela cidade através do trabalho. Conheci uma menina no Batan, que com 15 anos frequenta a Lapa, o centro cidade como muitos colegas não fazem. E não para um trabalho claustrofóbico, mas sim para cuidar do seu projeto e conhecer a cidade para outros fins (culturais, afetivos e etc). Isso vai ao encontro do questionamento de Maria Alice: Quem mora na favela também não mora na cidade?. A colocação de Aspasia quanto ao preço dos transportes também se relaciona. Como ter direito à cidade se os transportes são caros, de má qualidade? Além dos horários, pois os ônibus não circulam a noite e nos finais de semana são irregulares, o que torna quase impraticável se deslocar para lugares distantes. A gente não quer só circular a cidade para trabalhar, no tempo regulamentar.

    Agradeço a todos os participantes pelo diálogo aberto. Queria pontuar uma questão que foi realizada por uma convidada, era mais ou menos assim: Quem foi para as passeatas? Era só classe média?. O Bruno F. Duarte colocou muito bem o pessoal da favela que se fez presente. A Maré fez sua própria manifestação, por exemplo. Eu acredito que alguns veículos da grande mídia perderam a oportunidade de mostrar um novo perfil de juventude. Aquela que vem das periferias (favelas, subúrbio, enfim) já circulou muito a cidade com o rio card escolar, e agora está na universidade. E que mesmo ouvido sertanejo universitário (hein, Lobão), tem um pensamento crítico.

    Eu poderia escrever eternamente sobre os diversos assuntos abordados. Eles não se esgotaram e continuam a gerar várias reflexões na minha mente.

    Até o próximo encontro!

  2. Pensar a invasão das ruas. Refletir sobre os jovens serem cabeças de um movimento. Colocar a rua como grande instituição de uma cidade, revelando assim sua potência e a necessidade do encontro e da troca para manter a saúde de seus cidadãos. Começamos muito bem o Rio de Encontros 2013.

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