Rio de Encontros em pílulas

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Casa cheia na abertura do Rio de Encontros 2013
Foto: Marco Sobral

Confira alguns dos pensamentos e frases ditos durante do Rio de Encontros 2013, na Casa do Saber Rio – O Globo, na manhã de terça-feira, 16 de julho. A Socióloga Maria Alice Rezende de Carvalho realizou a palestra “Rio de Janeiro, ontem e hoje”.

“Cidade e juventude é um binômio novo, interessante e normal. Nós nos amotinamos por problemas que são específicos, mas a democracia e a cidade como bem público são uma luta global.” Maria Alice Rezende de Carvalho

“Parece novidade, mas nós já estamos nas ruas: atores, artistas, ambulantes, trabalhadores que voltam para casa todos os dias. Nesse momento, essa voz teve eco, mas sempre esteve aí. Não faço parte do grupo restrito que a mídia apresenta, mas sou desses grupos que estão na rua, com pautas que nos atravessam diariamente.” Karen Kristien (Regiões Narrativas)

“O Passe Livre já pegou porrada na rua há muito tempo. Agora, as realidades se cruzam de forma mais objetiva e focada. É uma massa enorme querendo uma única coisa, dizendo quero meus direitos.” Davi Marcos (Observatório de Favelas)

“Esse é um momento propício para a gente que é da favela reivindicar direitos básicos. Os projetos que têm em favela são para formar garçom. Sou preto e favelado e tenho de ser garçom? Tenho um estado que não me assegura os meus direitos. Pelo contrário, me viola.” Igor de Sousa Soares (JOCUM)

“Nós falamos o tempo todo de democracia. E essa cidade é a que, historicamente, menos tem tradição democrática. Não há direito de ir e vir assegurado porque as as pessoas não têm dinheiro para pagar o preço extorsivo da passagem. Essa cidade têm ânsia. Como aproveitar essa força jovem para fazer democracia de verdade?” Aspásia Camargo

“Historicamente, fomos separando favela de cidade e isso é uma coisa que precisamos acabar. Quem mora na favela também não mora na cidade?” Maria Alice Rezende de Carvalho

“A gente precisa formar um bloco de unidade em que a pauta das favelas não esteja dispersa nessas manifestações. A periferia já se mobilizou, existem outros atores sim, mas a repressão a esses grupos é diferente. Acredito que, na Ditadura, a repressão nesses espaços populares também era mais forte.” Bruno F. Duarte (Agência de Redes para a Juventude)

“O que vamos fazer? Vamos continuar indo para as ruas sempre que provocados. Mas temos de pensar em fóruns e formas transversais de associação.” Maria Alice Rezende de Carvalho

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