Paisagem carioca: de quem é esse patrimônio?

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Rio de Encontros 2012: café da manhã na abertura da última reunião do ano, na Casa do Saber
Foto: Ariel Subirá

O último Rio de Encontros de 2012 começou bem cedo, com mesa farta, café quente e abraços calorosos. Na manhã chuvosa de terça-feira, 27 de novembro, a  Casa do Saber ficou cheia de gente e de opiniões sobre a paisagem como patrimônio maior do Rio de Janeiro. Convidados como provocadores, quatro especialistas das áreas de urbanismo, arquitetura, paisagismo e economia se juntaram a uma plateia falante cuja participação foi um dos pontos altos do encontro. A despeito da chuva.

Paisagem carioca, de quem é esse patrimônio? “A gente termina com um tema que não podia ser mais premente:  é um título questionador, que dá um pouco o tom de todos os encontros. O Rio de Encontros não é um seminário para ideias acabadas, propostas fechadas ou diretrizes. Nós queremos instigar a conversa sobre temas que não são abordados, em outras instâncias ou fóruns, da maneira que gostaríamos”, afirmou Ilana Strozenberg, presidente d’O Instituto.

A cidade sede das Olimpíadas de 2016 e principal palco da Copa do Mundo está em obras. As intervenções e a expansão que se estendem da Zona Portuária à Zona Oeste, por sua vez, modificam a paisagem urbana e afetam diretamente o carioca. “O estado em que estamos é de alerta e o diálogo, portanto, é mais que oportuno”, reforçou Ilana.

O arquiteto Manoel Ribeiro, na mediação, apresenta os provocadores do encontroFoto: Ariel Subirá

O arquiteto Manoel Ribeiro, na mediação, apresenta os provocadores do encontro
Foto: Ariel Subirá

Mediador do debate , o arquiteto e urbanista Manoel Ribeiro apresentou os provocadores do dia: Augusto Ivan de Freitas Pinheiro,  professor de Urbanismo da PUC-Rio e integrante da equipe da Empresa Olímpica Municipal do Rio de Janeiro; a deputada estadual Aspásia Camargo; a paisagista Cecília P. Herzog, presidente do INVERDE (Instituto de Pesquisas em Infraestrutura Verde e Ecologia Urbana); e José Márcio Camargo, professor titular do departamento de Economia da PUC-Rio.

Cada um em sua respectiva área, os provocadores tiveram a tarefa de esmiuçar questões como as múltiplas dimensões que  circundam a paisagem, como a econômica, a social e a cultural.

Na ordem de apresentação, Manoel Ribeiro explicou: “Aspásia é  uma lutadora pela cidade e seu papel mais importante é a luta pelo respeito à cidade e seu plano diretor. José Márcio é um economista que se interessa pelos problemas urbanos, com enfoque na sensibilidade moradora. Augusto Ivan é servidor público na acepção da palavra, o principal responsável pelo Corredor Cultural, abriu a consciência sobre o patrimônio construído na cidade. Cecília é uma militante do meio ambiente, uma brigadora pelas questões sócio-ambientais.” Todos a postos, ao debate.

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