Terceiro setor

Cindy Lessa, presidente do conselho do Instituto Rio. Foto: Ariel Subirá

Muitas coisas acontecem no Rio. E a sociedade civil tem uma participação inequívoca nesse mar de mudanças. “É fato banal e consumado que a sociedade civil é quem vem construindo a democracia no Brasil nesses últimos 30 anos. Forte, rica e estratégica, faz parte de um aprendizado de exercício da cidadania”, alteou Cindy Lessa, presidente do conselho do Instituto Rio.

As transformações se dão de muitas maneiras, defendeu Cindy, no Rio de Encontros. Principalmente no Terceiro Setor. “É onde a sociedade se organiza de diferentes formas para criar as políticas públicas que, por sua vez, não são uma coisa que se instala, mas que vêm sendo construídas de diversas formas, seja por incidência direta, lobby, pesquisas, novas informações”, ela ressaltou.

Consultora independente e membro do conselho de varias organizações, como a Associação Saúde Criança e o Fundo Elas, além do Instituto Rio, Cindy Lessa foi categórica ao afirmar que a sociedade civil tem formas de influenciar gestores públicos que, dentro de seus espaços, mudam as políticas e as formas de as impor.

A atuação do Instituto Rio, por exemplo, se dá tanto na cidade como em espaços mais amplos: “O Instituto Rio faz parte de um fenomeno muito legítimo e muito interessante, das grandmakers brasileiras, organizações que não operam projetos, mas investem recursos em organizações locais”, ela explicou e citou algumas dessas organizações, entre elas Brazil Foundation, Baobas, Fundo Brasil de Direitos Humanos, Fundo Elas, e duas fundações – Grande Florianópolis e Baixada Maranhense – que, como o Instituto Rio, seguem o modelo comunitário.

A prática é recente e o que há em comum entre essas organizações é a forma de atuar: todas elas se empenham em levantar e em investir recursos. “Antes, isso não existia. Todas essas organizações foram fundadas nos anos 2000. Elas pipocaram, muito atentas à justiça social. Criamos (no caso do Instituto Rio) um fundo independente, no qual a governança pode tomar a decisão que quiser na forma de seu investimento. Essas organizações, embora não sejam organizações que operam, são organizações muito vinculadas aos movimentos sociais, porque reunem pessoas com grande capilaridade em suas redes”, Cindy enfatizou o caráter de financiador de projetos e a preocupação em provocar mudanças no setor cidadão. É o que as diferencia, por exemplo, das organizações empresariais que, segundo ela, existem para se criar parcerias, mas representam uma filantropia que não existe.

As grandmakers são independentes, não recebem dinheiro do governo, a maioria foi fundada por organizações grandes e todas são 100% brasleiras. “O cenário em que essas organizações surgem é um país rico. No entanto, são organizaçõs que constituem um fenômeno como agente de mudança”, ela analisou e anunciou que o Instituto Rio pretende, agora, apoiar organizações não formais, mas que têm potencial. “O Instituto inova porque tem capilaridade para identificar inovações, afeta uma cultura geral de como se exercer a cidadania, ou seja, fortalece uma ação ou uma agenda através do seu conhecimento.”

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