Cidade hierarquizada

Aquecimento para o debate no Rio de Encontros. Provocadores e plateia se enturmam já no café da manhã. Foto: Ariel Subirá

Diálogo é artigo de primeira necessidade. O Rio de Encontros começa cedo para garantir que as horas sejam bem aproveitadas desde o café, que abre a manhã na Casa do Saber. A boa acolhida serve para que provocadores e plateia já troquem as primeiras impressões. Lá dentro, o espaço e o tempo servem para a convergência de opiniões e tendências ainda que opostas. O Rio de Janeiro, com suas quase infinitas variações, é o assunto principal.

O que fundamenta as hierarquias e a notável ambiguidade do encontro e da separação na cidade? Como produzir espaços que fortaleçam a cidadania e a equidade urbana? Que estratégias usar para fortalecer a integração da cidade e articular seus diversos territórios, respeitando suas particularidades? Como estimular o uso da cidade como espaço de encontros e sociabilidade? Eis as perguntas da vez.

Mariana Cavalcanti apresenta os provocadores no Rio de Encontros. Foto: Ariel Subirá

“Se a cidade não é partida, ela é claramente hierarquizada. E a razão deste encontro é exatamente instigar, ouvir e sobretudo perguntar sobre esse tema tão importante e que nos afeta a todos”, afirmou Ilana Strozenberg, ao abrir o quarto Rio de Encontros de 2012, sobre cidadania e hierarquias dos espaços da cidade. “Essa é uma das questões mais candentes, porque nos interpela a todo instante, na medida em que circulamos pela cidade”, reforçou Mariana Cavalcanti, coordenadora do Programa de História Oral do CPDOC/FGV.

Convidada para mediar a conversa, Mariana apresentou os provocadores: Pedro Paulo Cunca Bocayuva, coordenador do Núcleo de Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade do BRICS Policy Center; Jorge Barbosa, professor da UFF e coordenador geral do Observatório das Favelas; e Manoel Ribeiro, arquiteto e urbanista. “O primeiro possui longa trajetória na política, em favelas. O outro propõe uma cidade mais justa e mais equânime. O terceiro é um dos principais atores do processo da própria consolidação das favelas na cidade”, pontuou ela, ao passar a vez e as perguntas aos convidados.

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