Pílulas sobre a educação no Rio de Janeiro

Jailson de Souza e Silva, Vilma Guimarães, Delânia Cavalcante e Rosana Heringer abrem a roda de discussão sobre os caminhos para a educação no Brasil – Foto: Ariel Subirá

“Temos um sistema medíocre no sentido epistemológico. No campo das escolas primária e secundária, trabalhamos conteúdos inúteis que não fazem sentido. Qualquer conteúdo tem de ter significado para a interpretação da realidade.”
Jailson de Souza e Silva

“Como criar essa escola de onde só saio se a professora me bota para fora? A escola que me reconhece nas minhas opções, que mostra o meu caminho, em que o professor, na mediação do grupo em sala, facilite a minha busca por informaçãoes necessárias? A formação está na contramão da vida.
Vilma Guimarães

“O tempo de resolver não é o tempo de um governo. Na prática de quem trabalha, o desafio de melhorar a escola pública é a descontinuidade.”
Delânia Cavalcante

“O quanto podemos trabalhar junto com os professores? É preciso expandir programas de formação que de fato tragam o estímulo, a criatividade e a vontade dos professores se empenharem.  As pessoas estão muito preocupadas com sua produção acadêmica e suas projeções de carreira e acabam esquecendo um pouco os porquês de estarem ali. A comunidade acadêmica tem de se envolver nessa seara que também é sua.”
Rosana Heringer

“A gente não chega a soluções a partir de caminhos unificados. As soluções pequenas são importantes. É preciso pensar no protagonismo do professor. Ele é apaixonado mas é a afogado. O professor tem de ter poder para ser dono da ação.”
Beá Meira, da Universidade das Quebradas

“Um garoto no morro, de 12 anos, se está com uma arma na mão, antes de ser um trabalho de polícia, é um trabalho de educação, de saneamento básico, de muitas outras áreas que também falharam.”
Marco Pedra, do projeto Papo de Responsa

“O Brasil tem experiências que apontam para caminhos renovadores. O que a gente tem de lutar é para que as experiências de renovação acontecam. Ma sé preciso ter acesso aos fundos públicos.  Tem de dar uma limpa nas ONGs para permitir que eles públicos sejam utilizados por quem de fato quer fazer coisas.”
Claudius Ceccon, CECIP

“Não tem outro caminho, tem de se democratizar a universidade. Manter diálogo com o moleque da favela e outro na academia, não é diálogo, é sacanagem. A pós-graduação é uma das coisas mais elitistas desse país. Eles – os pobres, pretos e favelados – têm de chegar aí.”
Jailson de Souza e Silva

“A universidade é um dos caminhos. Mas a carteirinha de universitário não é garantia de felicidade. Não é símbolo de realização, de sucesso. A gente precisa ressignificar outros prazeres na área do trabalho que não estão necessariamente aqui ou acolá.”
Vilma Guimarães

“Se a gente tem um cardápio feito por nutricionista, como a professora vai servir angu?”
Delânia Cavalcante

“Educação tem de ser pensada de forma mais ampla, como responsabilidade de todos. A gente tem de educar o tempo todo. Deixar só para a escola não deu certo. Escola e TV não deu certo. Escola, TV e midias sociais, também não dá certo. Tem de ter o pai, a mãe, o professor, todo mundo.”
Luciano Cerqueira, do projeto Bairro Educador

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