Perguntas e respostas sobre os jovens em rede

Rio de Encontros, perguntas sobre os projetos da Agência de Redes para a Juventude, novembro de 2011

Depois da apresentação dos jovens, a plateia ganhou a vez de participar. Além de comentários e estímulos tanto aos jovens quanto ao próprio trabalho desenvolvido pela Agência de Redes para a Juventude, houve muitas perguntas. Abaixo, um resumo do debate final do Rio de Encontros especial.

Como funciona a sustentabilidade financeira? Acabou o dinheiro o projeto acaba?

Há uma monetarização excessiva da produção cultural. O produto é um dos elementos do projeto. O que a gente quer é propor uma economia viva, uma economia de saberes. Nós podemos exportar tecnologia social. O projeto não precisa existir apenas enquanto não gastou os 10 mil.

Existe alguma atividade específica ou proposta para estimular a rede entre os projetos? Vai ter continuidade?

A gente não queria que eles pensassem sob a lógica da qualidade que cada um tinha. Cada um compõe um elemento da rede. O realizador, o questionador, o feliz. A gente trabalha muito com a ideia de arte contemporânea no material pedagógico. A favela como lugar do contemporâneo. A ideia de rede existe. Rede é ação. Não é um bando de pontinhos interligados. São colchas que vão se sobrepondo, pontos que se ligam. A ideia de rede é sobretudo gráfica, imagética, é ação que gera um fluxo sempre.

O desafio, este ano, foi estabelecer a metodologia e reposicionar o ator social para esses jovens. São várias teias, a metodologia, a convivência, enfim. Faz parte da metodologia aprofundar os projetos de 2011, abrir novos círculos de estímulo e disputar o território de Santa Teresa e misturar jovens de camadas sociais diferentes. A gente vai testar misturar os jovens de Zona Sul com jovem de favela.

Vocês pretendem radicalizar a democracia. Mas isso é suficiente? Que futuro a gente espera para esses jovens com um projeto como esse? Se estamos numa sociedade capitalista que existe e está aí. Parece que a gente quer construir uma nova sociedade. Qual é o objetivo? Se se radicaliza a democracia e os valores continuam estruturados da mesma forma?

Minha preocupação não é o futuro é o presente. Pude passar por algumas duras porque era branco. Somos atores sociais que transformam realidades. É bacana a cidade ter gente dessa origem fazendo esse tipo de coisa. Vai ser bom pra todo mundo. o presente é uma oportiunidade, é uma cidade em disputa. Meu problema não é o futuro. A cidade é a cidade do medo. A gente pode inventar lugar. Acho que o problema é do presente, que não está resolvido. O que a gente identificou é que existem outras formas de nos relacionarmos com os jovens.

Esses jovens estão rompendo com uma situação imposta a toda a comunidade. Eles tiveram a coragem de propor uma ruptura. A pergunta é se conversaram com o pessoal que mora na casa branca, isso é um anseio particular? Como funciona?

A gente tem redes, sim entre as comunidades. O Leme vai invadir a Providência e, dessa vez, não vai ser por facção, vai ser para fazer oficina, disse a Vanessa, do Chapéu Mangueira . Já rolou churrasco, já rolou praia e até apalpinho entre algumas pessoas do Borel e da Casa Branca. Nós queremos mostrar que nós podemos nos dar bem.

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