Ideias em ação, os projetos que ganharam palmas

Jovens que participam da Agência Redes para a Juventude apresentam seus projetos no Rio de Encontros

Oi Galera Oficina de Arte – oficina de músicas e instrumentos de percussão
“Esse projeto pretende usar a música em oficinas de corda e percussão. O projeto vai ter uma bicicleta para o comércio, uma para casas religiosas e um triciclo. A ideia é trazer arte e entretenimento a partir de instrumentos de corda e de percussão”.
Cléber Gomes, que montou a sede na garagem de casa, no Batã.

CDD na Tela
“É um site com pequenos vídeos sobre a Cidade de Deus. São programas coltados para os jovens. Nosso objetivo é incentivar as novas produções audiovisuais. Teremos três programas: CDD Informa, CDD Esportes, e CDD e Você. Vamos na casa de algumas pessoas que se destacam de alguma forma na comunidade, fazer um debate com todos os jovens – num bar, porque na CDD tem muito bar. CDD na tela, mostrando pra você nossa favela. Nosso projeto é autossustentável, vamos divulgar entre os comerciantes, já temos uma loja e cinco lan houses.”
Lucas, Matheus, Romulo Larissa e Hugo

Conexão Cultural
“Vimos a necessidade de ter um teto para os artistas na própria Cidade de Deus. Pensamos em um lugar onde todos os artistas possam se encontrar e mostrar seus trabalhos. Vamos fazer junções de muitos artistas que nem se conhecem. Pegamos as ideias dos quatro, juntamos e pensamos no conexão cultural.”
Ricardo Fernandes, Guilherme Gonzales, Luisa Nascimento e Carolina Meireles

Providenciando Vidas
“É um projeto para gestantes de 12 a 25 anos. Uma equipe multidisciplinar criada para dar atenção especial às meninas. Muitas vão estar no meio da adolescência e elas vão encarar a maternidade nesse nosso grupo de apoio. Tem psicólogo, psicanalista, tem até uma cineasta. No final, a gente vai ter um enxoval para elas. Além do enxoval, estamos fazendo uma barriga de gesso de cada uma para fazer uma exposição. Nós georeferenciamos todas as grávidas da Providência. Além de receber os conteúdos e as conversas, elas terão um ambiente criativo, que trabalha com a dimensão da autoestima.”
Raquel e Ana Cristina

Recicriando
“Nós criamos um projeto para reduzir o lixo no Borel através de oficinas para pessoas a partir de 10 anos sem limite de idade. Já são 20 inscritos. Serão criados instrumentos musicais a partir do lixo; faremos uma horta, e teremos o dia da alface, vamos levar o pessoal das oficinas para recolher o lixo nas casas. Quem dá o lixo ganha uma alface. E no final, faremos uma feira com todos os produtos produzidos nas oficinas.”
Caio, Gabriel, Aiara e Patrick são jovens que viram o lixo como um problema muito sério no Borel

Nós com todos
“Nosso projeto visa estimular o desenvolvimento artístico dos jovens. Queremos unir o Borel e a casa Branca, eles têm de deixar de brigar. É isso. As oficinas serão sábado e domingo. Vai vir aluno do Borel também.”
Juliana Wallace

Mané Produções
“Além de identificar a falta de programação para datas comemorativas, identificamos também a falta de espaço para a juventude. Vamos contar a história da comunidade para a comunidade e para os novos moradores que não sabem nada da história. Além de homenagear e comemorar, a gente quer contar a história da comunidade. Dia das mães, dia dos pais, natal e dia das crianças já estão no calendário.”
Eduardo, do Chapéu Magueira – Babilônia, que identificou que não havia uma produtora que se beneficiasse com os eventos que todos querem levar para as favelas

Coletivo Fitando Arte
“Começa assim a apresentação… Alguém aqui tem uma sacola plástica, tem? Isso aqui é a sacola na mão dele… Essa sacola pode ir para qualquer lugar. Na mão de vocês, a sacola está assim. Dando a sacola na nossa mão, vira produto de decoração e moda. A nossa ideia não é abrir uma loja na rua, mas na comunidade, para que as pessoas possam subir e encontrar esses produtos. Mulheres de lá vão gerar renda. Vamos rodar a comunidade inteira, que já foi mapeada, e mostrar o que as sacolas provocam nas mãos de cada um e o que elas podem virar, nas nossas mãos.”
Carlos, Vanessa e Renata

Boca de Lixeira
“Vamos formar 30 jovens em educação ambiental, que serão multiplicadores. Serão realizados três mutirões para que os jovens apliquem o que aprenderam. No mutirão, vamos sortear eletrodomésticos para os moradores e para os jovens. Vamos dar blusa, lanche, acesso a cultura.
Joyce, do Cantagalo
“Eu só consigo falar com o coração. Se a realidade do lixo não mudar no mundo, não sei onde vamos parar. Se eu falar com o coração, tenho uma linguagem mais detalhada. Espero que todos se conscientizem em relação ao lixo.”
Leandro

H2BK
“O objetivo é a formação de um grupo de pessoas do Cantagalo para que possam seguir a vida profissional. Eu danço, e antes de dançar o hip hop eu dançava funk. Eu quero que a minha comunidade viva a experiência de saber tudo que a cultura hip hop engloba. Em oficinas, eles vão ter acesso ao contexto histórico do hip hop. A primeira fase serão intervenções nos locais mais frequentados pelos jovens da comunidade. A segunda etapa serão os workshops, que vão ser feitos durante um mês, com 80 pessoas, que passarão por uma banca formada por professores que vão selecionar e julgar as pessoas que vão fazer parte do grupo. Após a seleção e o aprimoramento, eles serão preparados para a prova do sindicato de dança. O objetivo maior é profissionalizar as pessoas.”
Ronaldo, do Cantagalo

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