Sem educação não se elimina pobreza

Se educação não é tema fácil de discutir, obter resultados, menos ainda. Mas, segundo os números que a secretária de educação do município do Rio de Janeiro, Cláudia Costin, apresentou no Rio de Encontros do dia 1 de novembro, as mudanças são evidentes. Dentro e fora das salas de aula.

Cláudia Costin, secretária de educação do município do Rio de Janeiro, no Rio de Encontros de 1 de novembro. Foto: Ingrid Cristina Pereira

Com um currículo que inclui cargos como os de ministra da Administração e Reforma do Estado, secretária-adjunta de Previdência Complementar, secretária da Cultura do Estado de São Paulo e Gerente de Políticas Públicas do Banco Mundial, Cláudia Costin fez questão de explicar as razões que a levaram a aceitar o desafio de gerir uma área tão estratégica e delicada. “Trabalho com políticas públicas voltadas ao combate à pobreza. Lá pelo ano 2000, pensei que não se resolve a pobreza sem educação. É muito fácil resolver a situação de uma escola. Ou fazer  projeto piloto. A questão é como é que se resolve a gestão de uma rede.”

A secretária expôs números de um Brasil que ainda sofre as consequências de uma universalização tardia da educação. Em 1930, apenas 21,5% das crianças brasileiras estavam na escola. Enquanto a Europa e os EUA já tinham universalizado a educação, o Brasil foi o último país do continente a fazer o dever de casa. “Política pública é um construto social histórico”, ela ressaltou.

O preâmbulo serviu para entrar na específica questão do Rio de Janeiro, dono de uma marca de 28 mil analfabetos funcionais. “Quando assumi, encontrei uma série de fatores favoráveis. O IDEB era bom para níveis do Brasil. O que não estava bom era o aprendizado dos alunos. O IDEB é um índice composto por taxa de aprovação e nota da Prova Brasil. Foi feita uma grande avaliação, em março, e foi aí que chegamos aos 28 mil analfabetos funcionas. Em Alagoas, esse índice é de 60%”, comparou ela.

Depois de passar os meninos por uma revisão, nova prova.  o resultado mostrou que 40% deles tinham dificuldade em matemática e um índice de 5,1% de evasão escolar nas áreas conflagradas. Foi constatado ainda que faltavam vagas em creches e uma proposta clara para a educação infantil.

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