A universidade mais próxima

Écio Salles questiona o papel da universidade (Foto: Alex Forman)

Quando o microfone começou a circular pela plateia, o secretário de cultura de Nova Iguaçu Écio Salles pediu a palavra. Elogiou as falas dos iniciadores, mas disse ter sentido falta de um elemento importante naquele debate: a universidade. Como ela convive e pode ajudar nessas experiências culturais? A mediadora Ilana Strozenberg lembrou o antropólogo Arjun Appadurai, que defende uma sociedade contemporânea em que a universidade não seja a única instituição a legitimar formações.

Foi a vez de Rafael Dragaud fazer uma nova colocação: “Não me sinto muito à vontade no meio acadêmico. Tenho esse problema, não é minha zona de conforto. Muitas vezes fico amigo das pessoas antes de saber que elas são da universidade, porque se soubesse do crachá antes ficaria com medo”.

Numa Ciro, doutora em Ciência da Literatura pela UFRJ, interveio da plateia: “Achei interessante seu constrangimento. A universidade tem o dever de superar a tentação de achar que tem superioridade do saber. Ela tem um, mas o saber não é total para ninguém”.

Numa tem trabalhado sob essa perspectiva na Universidade das Quebradas, projeto em que é coordenadora adjunta (trabalhando com Heloisa Buarque de Hollanda, Faustini e vários outros colaboradores). O objetivo é dar oportunidade de acesso ao conhecimento formal a comunidades que não tiveram acesso a esta formação, bem como aproximar a comunidade acadêmica de outros saberes e formações culturais.

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