As UPPs estão aí. E agora?

A plateia fala: conversa aberta (Foto: Alex Forman)

O modus operandi do Rio de Encontros, série de debates promovida por O Instituto e pelo CESeC, com o apoio do Globo Universidade, espelha o que se espera do diálogo gerado nas favelas pelas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs): todo mundo tem voz, estando no palco ou na plateia, sendo autoridade ou morador, num papo informal e sincero – mas nem por isso menos objetivo. O segundo encontro, realizado na manhã de segunda-feira 14 de junho, tratou do Rio de Janeiro pós-UPP. Para isso, convocou um time equilibrado de personagens que representam essa experiência inédita na vida da cidade: Ricardo Henriques, recém-empossado secretário estadual de Ação Social; dona Percília da Silva Pereira, líder comunitária do Morro da Babilônia; Carlos “Palo” Pereira, presidente da associação de moradores da mesma comunidade; Leonardo Nogueira, capitão responsável pela UPP de Pavão Pavãozinho e Cantagalo, e o economista Sérgio Guimarães.

Como no primeiro encontro, eles foram apenas os incentivadores da conversa, responsáveis pelas falas iniciais, que deram muito pano para a manga. Na plateia, muita gente que tinha marcado presença na experiência anterior participou, como a apresentadora de TV Regina Casé, o diretor Estevão Ciavatta, o líder comunitário da Rocinha Willian Oliveira, o arquiteto Manoel Ribeiro, o diretor do Observatório de Favelas Jailson Sousa e Silva, hoje secretário executivo da pasta de Ricardo Henriques, e o ex-secretário de cultura de Nova Iguaçu Marcus Vinicius Faustini. Também assistiram ao debate outros membros da equipe da Assistência Social, como José Marcelo Zacchi e Pedro Strozenberg (motivando a piada de que aquilo estava parecendo uma reunião ampliada da secretaria), o deputado Alessandro Molon e especialistas na área de segurança, como Barbara Soares e Julita Lemgruber.

A mediadora Silvia Ramos abriu os trabalhos explicando o tema:

– Vamos pensar o Rio de Janeiro pós-UPP, agora que temos essas oito experiências. O que está mudando nas favelas cariocas depois disso? O que temos que fazer e não está sendo feito para não ser só pacificação, mas oportunidade para fazer do Rio uma cidade mais integrada?

As respostas foram variadas e enfáticas, como veremos nos próximos posts. Ricardo e Sergio mostraram a complexidade da construção de uma política pública inédita, alinhada com as metas de segurança; o Capitão Nogueira explicou como a polícia comunitária precisa atender demandas diversas nas comunidades carentes de serviços e infra-estrutura; Dona Percília e Carlos mostraram otimismo, mas não esconderam a expectativa por uma ação social consistente.

– De conversa estou muito cansada, quero ver atitude, ação – afirmou Percília.

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