Pergunta em busca de resposta

De Pedro Strozenberg, secretário executivo do Iser:

– Fico feliz de estar em um lugar em que a gente não está organizando uma campanha, promovendo uma atividade. É muito positivo abrir um espaço pra pensar sem o compromisso de agir. A gente tem agido muito e pensado pouco. Espaços de reflexão são fundamentais para darmos um salto de qualidade nas ações que temos feito no Rio de Janeiro.

Para chegar a este novo patamar, é preciso responder à pergunta que Pedro deixou no ar:

– Como é que a gente cria espaços para compartilhar decisões entre poder público e moradores, tanto na favela como no asfalto? Um lugar em que os moradores sejam consultados, por exemplo, quando se decidir mudar o trânsito de uma rua.

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Uma resposta em “Pergunta em busca de resposta

  1. Anabela e Sílvia (em ordem alfabética…),

    Adorei o encontro. Saí de lá umas 11h15, por causa dos compromissos que tinha em seguida. Tenho certeza de que vi nascer uma grande iniciativa.

    Não sei quais são os próximos passos, mas diante do que vi, gostaria de propor a vocês algumas reflexões.

    A Regina Casé, ao apresentar seu projeto de capacitar jovens em uma escola de comunicação, me alertou para o quanto nós mesmos, profissionais de comunicação, estamos preparados para usar as ferramentas disponíveis no mundo de hoje. Falo isso da posição de quem acaba de chegar ao mercado de internet (há dois meses estou na Veja.com).
    Outro dia, um bando de malucos organizou um ‘flash-mob’ em São Paulo. São aquelas manifestações que reúnem centenas, milhares, por uma causa geralmente sem muita importância. No caso deles, o objetivo era tirar as calças numa determinada estação de Metrô em São Paulo. Conseguiram. Na hora programada, o grupo, mobilizado por mensagens de texto, e-mails e outros meios, estava lá com o bumbum à mostra.
    Se eles conseguiram, por que não conseguiríamos? Certamente temos objetivos mais nobres. Mas não podemos mais ficar na defensiva – e o Rio de Encontros me parece ser a quebra desta inércia. Precisamos estar conscientes de que a soma de nossas (boas) vontades não vai se materializar em muito planejamento e método.
    Em algum momento, falou-se de Portland, lá pelo fim do encontro. Li há pouco tempo (e em breve envio para vocês) um texto da TheEconomist sobre a cidade. E em Portland a população conseguiu algo fantástico. Cobram muito de perto as ações do poder público, acompanham o que foi prometido, alertam para quando decisões importantes no âmbito da cidade caminham a contragosto do que anseia a maioria da população. E em Portland o grupo de maior expressão política, segundo a matéria, não é um partido ou uma categoria, um sindicato. São os ciclistas quem mais influencia decisões e quem mais atua na fiscalização da prefeitura. Por que isso acontece? Porque manter a cidade organizada, com transporte público e vias iluminadas, seguras, bem pavimentadas e conservadas em toda a cidade (algo que só se consegue com gestão eficiente) é fundamental para que a população possa se deslocar pedalando. Nem preciso entrar aqui nos benefícios para a saúde, para o trânsito, para o aspecto geral da cidade.
    Enfim, depois de inundar a caixa de e-mails de vocês, gostaria de propor que estes encontros, em algum momento, abordassem as novas formas que temos e que podemos ter de dialogar com o poder público – cobrando, acompanhando, olhando de perto para não sermos surpreendindos com um abre da editoria Rio do Globo anunciando que perdemos mais uma batalha. Se os peladões do metrô de São Paulo fizeram, nós também podemos fazer. Ou seremos apanhados com as calças na mão…

    beijos,

    João.

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