Repensar os papéis do movimento comunitário

Terceiro convidado a falar, William de Oliveira, mais conhecido como William da Rocinha, falou da sua experiência como líder comunitário. Um papel que começou por uma via inusitada: a música. DJ profissional, fazia bailes funk na favela e em várias cidades brasileiras. Atuação política não estava nos seus planos.

– Nunca sonhei ser presidente da Associação. Nem sabia onde ficava – lembrou.

No entanto, a própria atividade de DJ fez dele liderança. Com o tempo,  percebeu que tinha a oportunidade de fazer um trabalho comunitário importante.

Inicialmente, pensava que poderia fazer e acontecer. Aprendeu que não era bem assim.

– A gente quando assume sonha que vai fazer o papel do poder público. É só um sonho, não é real. E isso gera problemas, pois as pessoas passam a te cobrar o que você prometeu. Você vai no Prefeito, vai na Alerj, na Câmara de Vereadores e nada acontece. A gente passa a sofrer na comunidade. A gente quer se doar, quer fazer e a gente não é o poder público.

Depois de William, Eliana Sousa também comentou o processo de amadurecimento do movimento comunitário:

– Como na favela o Estado não entrava, a associação tentava cumprir o papel do Estado.  Fui presidente da Associação de Moradores da Nova Holanda três mandatos. Nosso desafio era sair do papel de substituto do poder público e organizar as pessoas do ponto de vista político.

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