Programação

22 de Maio de 2012
NOSSO TEMA: EMPREENDEDORISMO E SUSTENTABILIDADE

O número de empreendedores formais no Brasil cresce a olhos vistos. De 2009 a 2011, mais de dois milhões de microempreendedores individuais em todo o país deixaram a informalidade e ganharam CNPJ. O Rio de Janeiro é o segundo estado com a maior concentração de gente disposta a empreender.  O aumento dos índices de ocupação da população traz outra questão à tona: Como tornar o Rio de Janeiro uma cidade sustentável? Como se dá a articulação entre empreendedorismo e sustentabilidade nas iniciativas que se multiplicam pelo cenário carioca? Que desafios as desigualdades sociais e econômicas impõem ao poder público? Que caminhos vêm sendo trilhados pela sociedade civil?

Estas são as questões com as quais iniciaremos o primeiro Rio de Encontros de 2012, no dia 12 de Maio.

Provocadores:

Ricardo Henriques, presidente do Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos, economista, ex-secretário de Assistência Social e Direitos Humanos do estado do Rio de Janeiro, responsável pela implantação de programas sociais, ambientais e culturais nas áreas das UPPs.

Emmanoel Boff, doutor em Economia pela Universidade Federal Fluminense, mestre em Comunicação e Cultura pela UFRJ, e professor adjunto do departamento de Economia da UFF.

Mariana Meirelles, vice-presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS).

Mediação: Ivan Accioly, jornalista, ex-assessor de comunicação do SEBRAE e diretor da IAA Comunicação.

Encontros realizados:

8 de Novembro de 2011
NOSSO TEMA: REDES PARA A JUVENTUDE

Os resultados da Agência Redes para a Juventude.

Provocador:

Marcus Vinícius Faustini é coordenador da Agência Redes de Juventude, iniciado em abril de 2011,  em seis comunidades com UPP no Rio de Janeiro. Diretor teatral, documentarista e produtor cultural, dirigiu montagens teatrais que alcançaram prêmios ou sucesso de crítica como Eles não usam black-tieHoje é dia de Rock e Capitu. Convidado em 2004 a assumir a direção do Teatro da Cidade das Crianças, em Santa Cruz, criou o projeto  Reperiferia, dedicado a produzir a expressão estética e econômica da periferia, e a Escola Livre da Palavra, com sede na Lapa. Ex-secretário de Cultura de Nova Iguaçu, Faustini colaborou na produção dos programas sociais da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro na gestão de Ricardo Henriques.

1 de Novembro de 2011

POLÍTICAS PÚBLICAS PARA EDUCAÇÃO NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO

A precariedade do sistema educacional, em especial da educação pública, é reiteradamente apontada como um dos maiores entraves à construção de uma cidade mais integrada e menos violenta. Quais os principais obstáculos para que os resultados esperados aconteçam e se façam perceptíveis para o conjunto da sociedade? Que caminhos trilhar para transformar este quadro? Como pensar o papel das instituições, dos profissionais de educação – diretores e professores de escola – e das organizações da sociedade civil?

Provocadores:

Claudia Costin, Secretária de Educação do Município do Rio
de Janeiro. Doutora em Administração Pública pela Escola de Administração de
Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV), foi ministra da
Administração e Reforma do Estado, secretária-adjunta de Previdência
Complementar, secretária da Cultura do Estado de São Paulo e Gerente de
Políticas Públicas do Banco Mundial. Atuou como consultora para os governos de Angola e Cabo Verde nas áreas de administração pública, gestão de estatais,
planejamento e modernização.

Eliana Sousa e Silva, coordenadora do Curso de Especialização em Segurança Pública, Cultura e Cidadania da UFRJ, e do Curso de
capacitação de lideranças Universidade-Favela, do Centro de Estudos de
Segurança e Cidadania (CESeC), da Universidade Cândido Mendes. Diretora da organização Redes de Desenvolvimento da Maré, coordenou uma extensa pesquisa sobre educação pública naquela região.

Aristeo Leite Filho, doutor em Ciências Humanas, professor  do curso de especialização em Educação Infantil  da PUC/Rio e professor adjunto da Universidade Estadual do Rio de Janeiro – UERJ. Diretor da Escola Oga Mitá, também leciona no curso de pedagogia da Universidade Estácio de Sá.

Mediação: Claudius Ceccon, diretor do CECIP e Conselheiro d’O Instituto.

13 de setembro de 2011

NOSSO TEMA: DROGAS, VIOLÊNCIA E EXCLUSÃO SOCIAL NO RIO DE JANEIRO

Provocadores:

Julita Lemgruber é diretora do CESeC – Centro de Estudos de Segurança e Cidadania/ UCAM). Socióloga, ex-Diretora do Departamento do Sistema Penitenciário e ex-Ouvidora de Polícia do Estado do Rio de Janeiro. Mestre pelo IUPERJ, publicou os livros Cemitério dos Vivos, Quem Vigia os Vigias, e diversos outros trabalhos sobre polícia, prisões e penas alternativas. Foi membro titular do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária do Ministério da Justiça. Atualmente é membro do Conselho do International Center for Prison Studies, além de conselheira e secretária da Altus Aliança Global, organizações não-governamentais com sede, respectivamente, em Londres e em Haia.

Renato Cinco é sociólogo, formado em Ciências Sociais no IFCS/UFRJ, trabalhou nos gabinetes do Deputado Federal Lindberg Farias e do Vereador Eliomar Coelho. Militante da Marcha pela Maconha.

Beto Chaves é policial civil, coordenador do Papo de Responsa, projeto do Afroreggae que leva às escolas estaduais e abrigos para menores infratores, um policial civil e um ex-criminoso que tem a missão de mostrar a essas crianças a realidade da violência e do crime. Na ação são abordados temas relacionados à violência, às drogas e à segurança pública. É também apresentador do Papo de Polícia, programa do Multishow realizado pelo Afroreggae e dirigido por Rafael Dragaud.

Mediação: Pedro Strozenberg

21 de junho de 2011

MÍDIAS LOCAIS NAS FAVELAS CARIOCAS: COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA EM TERRITÓRIOS POPULARES

Mediação: Flávia Oliveira

Iniciadores do debate:

Guilherme Canelaé bacharel em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB) e mestre em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP). Coordena a área de Comunicação e Informação do Escritório da Unesco no Brasil. Coordenou a área de pesquisa de mídia e jornalismo da Agência de Notícias dos Direitos da Infância -ANDI.  É co-autor de 10 livros e uma série de brochuras, revistas e cadernos de discussão. Foi consultor de pesquisa do Instituto Latino-Americano das Nações Unidades para a Prevenção do Delito e Tratamento do Delinqüente e do Grande Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo. Foi membro titular do Grupo de Trabalho do Ministério da Justiça para Subsidiar a Regulamentação da Classificação Indicativa da Programação de Televisão e pesquisador associado do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política da UnB.

Marisa Vassimon (Canal Futura) - Com formação em educação artística e especialização em Imagem e Educação, trabalha desde 1984 com pesquisa, criação, desenvolvimento e produção de programas e materiais impressos para diferentes projetos. Coordenadora de projetos da Fundação Roberto Marinho desde 1991, responsável pela criação e implementação de projetos que conjugam meios de comunicação com ações educacionais junto a escolas, empresas e comunidades. Participou da criação do projeto do Canal Futura e, em 2004, do desenvolvimento de produtos dos projetos “Educação à Mesa” e “Tecendo o Saber” da FRM. Em maio de 2004 assumiu a gerência de Mobilização Comunitária do Canal Futura.

Mayra Jucá é Realizadora de projetos audiovisuais e webjornalista com passagens pelos sites Globo Online, Tix e Webb, coordena a área de Projetos de Mídias Digitais do Viva Rio, sendo responsável pelos portais Viva Favela e Comunidade Segura. É autora do livro Maria Muniz, A Sherazade do Rádio (Andrea Jakobson Editora, 2005); dos curtas Túnel (1993) e Carne de Carnaval (2004) e do documentário “Pelos Cantos do Planeta Olinda” (2010).

Em seguida, os seguintes convidados responderão a perguntas e falarão sobre suas experiências:
Maria do Socorro - Portal da CDD
Zé Mario e Fiell - Rádio Comunitária do Santa Marta
Eliana Silva - Jornal da Maré
Dudu do Morro Agudo - Portal Enraizados
Felha e Don - Cidade de Deus
Parceiros do RJTV
Milton Quintino - Correspondentes da Paz
Julia Michels - Rio Real Blog
Rene Silva dos Santos- Jornal e Twitter Voz da Comunidade – Alemão.
Núcleo Piratininga

17 de maio de 2011

MUDANÇAS CLIMÁTICAS E O FUTURO DA CIDADE

Iniciadores do debate (com mediação de Silvia Ramos):

Paulo Gusmão é professor do Departamento de Geografia e do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Tem experiência na área das Políticas Públicas orientadas para o planejamento Ambiental, gestão do desenvolvimento territorial e avaliações ambientais.

Sergio Besserman é presidente da Câmara Técnica de Desenvolvimento Sustentável da Prefeitura do Rio de Janeiro. Professor dde economia da PUC-RJ e membro da ONG World Wide Found for Nature (WWF), participou do Executive Program On Climate Change & Development, em Harvard, entre outras convenções. Em 2010, foi designado pelo Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, para presidir o Grupo de Trabalho da cidade para a Rio + 20.

Sergio Abranches é analista político, escritor, comentarista da rádio CBN e colaborador do blog de enegia da National Geographic.

15 de abril de 2011

PERSPECTIVAS PARA A JUVENTUDE NAS COMUNIDADES COM UPP

Iniciador do debate:

Marcus Vinícius Faustini é diretor teatral, documentarista e produtor cultural. Dirigiu montagens teatrais que alcançaram prêmios ou sucesso de crítica como Eles não usam black-tie, Hoje é dia de Rock e Capitu. Convidado em 2004 a assumir a direção do Teatro da Cidade das Crianças, em Santa Cruz, criou o projeto Reperiferia, dedicado a produzir a expressão estética e econômica da periferia, e a Escola Livre da Palavra, com sede na Lapa. Ex-secretário de Cultura de Nova Iguaçu, Faustini colaborou na produção dos programas sociais da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro na gestão de Ricardo Henriques. Atualmente é coordenador da Agência Redes de Juventude, iniciado em abril de 2011,  em 6 comunidades com UPP no Rio de Janeiro.

29 de novembrode 2010

RELIGIOSIDADE, CIDADANIA E POLÍTICA NO RIO DE JANEIRO

Iniciadores do debate:

Regina Novaes: Graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1973), mestre em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1979) e doutora em Ciências Humanas (Antropologia Social) pela Universidade de São Paulo (1989). Professora do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi editora da Revista Religião e Sociedade de 1995 até 2005. Aposentou-se da UFRJ em 2005. Foi Secretaria Nacional de Juventude -Adjunta e presidente do Conselho Nacional de Juventude de 2005 até março de 2007. Entre março de 2007 e setembro de 2009, como consultora do Instituto Brasileiro de Análises Socio-Econômicas (IBASE), participou da coordenação geral da pesquisa Juventude e Integração Sul Americana, desenvolvida simultaneamente em seis países vizinhos. Em 2009 também atuou como consultora senior do PNUD/Nações Unidas para a realização do Informe Juventude e Desenvolvimento Humano nos países do Mercosul. Em 2010 coordenou, em conjunto com Silvia Ramos, a pesquisa da UNESCO sobre políticas públicas de Juventude no Brasil. Como pesquisadora do CNPq, desenvolve projetos de investigação na área de Juventude, Religião e Política.

Alexandre Brasil: Possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1994), mestrado em Sociologia e Antropologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1997) e doutorado em Sociologia pela Universidade de São Paulo (2002). Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Sociologia, atuando principalmente nos seguintes temas: sociologia da religião, mídia, pobreza, alimentação e cultura, educação em saúde.

27 de outubro de 2010

MUSEU DO ENCONTRO (Edição extra do Rio de Encontros para apresentar o projeto de Regina Casé, Hermano Vianna e Gringo Cardia)

Gringo Cardia é artista multimídia. Atua como artista gráfico, cenógrafo, diretor de arte e diretor de videoclipes, teatro e desfiles de moda. Seu trabalho no Brasil lhe rendeu os prêmios Shell, Tim, APCA, Sharp e VMB Brasil, entre outros. Com a diretora Bia Lessa, desenhou o pavilhão brasileiro na Expo 2000, em Hannover, Alemanha. Em colaboração com a coreógrafa Deborah Colker, assinou a cenografia do espetáculo Ovo para o Cirque do Soleil, em 2009. Dirige a produtora Mesosfera e criou com a atriz Marisa Orth a Spectaculu Escola Fábrica de Espetáculos – Spectaculu, dedicada a oferecer atividades culturais e formação em técnicas de artes visuais para alunos de comunidades de baixa renda.

Hermano Vianna é doutor em antropologia social pelo Museu Nacional – UFRJ. Publicou os livros O Mundo funk carioca, Mistério do samba, Galeras cariocasMúsica do Brasil. Participou da criação dos programas de TV: Programa LegalBrasil Legal, Central da Periferia, Música do Brasil e Além-Mar, entre outros. Na internet, criou o site Overmundo. É conselheiro de O Instituto.

Regina Casé é atriz e apresentadora. Nos anos 1970, participou da fundação do grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone, que renovou a cena teatral brasileira. Participou de vários filmes, entre eles Eu, tu, eles. Atua na TV Globo desde os anos 1980. Depois de participar de novelas, fez parte do elenco de TV Pirata, sucesso que criou um novo padrão no humor na TV brasileira. Desde os anos 1990, tem estado à frente de programas ou quadros que mesclam o documentário e o humor, como Programa Legal, Brasil Legal e Central da Periferia. Nestes shows, Regina apresenta costumes do povo e tipos interessantes e anônimos, tratando de forma positiva manifestações culturais tradicionalmente encaradas com preconceito, como o brega e o funk.

20 de outubro de 2010

JORNALISMO, INFORMAÇÃO E DEMOCRACIA: A CIDADE NOS JORNAIS

Como vai a cobertura jornalística do Rio de Janeiro? Qual é o papel da imprensa na construção do Rio de Janeiro de hoje? Quais são os desafios para os jornalistas que escrevem sobre a cidade? A mídia é engajada demais ou crítica demais? O que pode ser feito para ir além dos preconceitos e estereótipos e estimular relatos mais profundos e contextualizados? Nesse sentido, qual deve ser o lugar das assessorias de imprensa? Qual o papel dos jornais e emissoras comunitários na produção e circulação de informações no Rio de Janeiro?

Iniciadores do debate:

Marcelo Moreira, 40 anos. Editor-chefe do RJTV segunda edição, o jornal local da TV Globo que cobre o município do Rio de Janeiro e a região metropolitana. Jornalista desde 1991, trabalhou nos jornais O Dia,  A Notícia e Jornal do Brasil. Autor de reportagens premiadas como repórter e depois como coordenador na TV Globo, Marcelo é vice-presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e é um dos dois representantes brasileiros no conselho do International News Safety Institute (INSI), ONG filiada à Federação Internacional dos Jornalistas e que se dedica a melhorar as condições de segurança para a atividade do jornalismo em áreas perigosas.

Fernando Molica é o titular da coluna Informe do dia, do jornal O Dia. Jornalista formado pela UFRJ, trabalhou nas sucursais do Estado de S. Paulo e da Folha de S. Paulo, foi chefe de reportagem de O Globo e repórter especial da TV Globo. Assina também uma coluna semanal de artigos no jornal. Escreveu cinco livros, um infanto-juvenil, um jornalístico e três romances,todos ambientados no Rio de Janeiro. O mais recente chama-se O ponto da partida. Organizou três coletâneas de reportagens para a Abraji, Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, publicadas pela editora Record.

Gustavo Almeida, jornalista, 42 anos,  assessor especial da Polícia Militar do Rio, teve passagem por jornais como Jornal do Brasil, onde foi editor de Cidade, e O Dia, onde criou o Blog da Segurança. Trabalhou também no diário LANCE!, na revista ISTOÉ, no diário Extra e em sites como Globo.com e Globo Online. Manteve até dezembro o blog Santa Bárbara e Rebouças, sobre Segurança Pública, hoje parado em razão da sua  incompatibilidade com o cargo atual. Mantém com sua mulher, a jornalista Marcele Fernandes, o blog Eclipse, sediado no IG.

Rene Silva é morador do Morro do Adeus, no Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio de Janeiro. Aos 11 anos, fundou o jornal comunitário A voz da comunidade.  Aos 16 anos, já se firmou como liderança na localidade e organiza campanhas e eventos no Alemão.

Anabela Paiva é coordenadora de comunicação da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos. Repórter e editora de veículos como Jornal do Brasil, ISTOÉ, Época e www.no.com.br,  é também pesquisadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania. É autora, com a cientista social Silvia Ramos, do livro Mídia e Violência – Tendências na cobertura de Segurança e Criminalidade, publicado pela Secretaria Nacional dos Direitos Humanos, e da pesquisa Do tiro ao twitter, realizada a pedido da Unesco.

25 de agosto de 2010

PARA ALÉM DA CULTURA DO MEDO: DIVERSIDADE E CIRCULAÇÃO ENTRE OS TERRITÓRIOS DA CIDADE

Como tornar inteira a cidade partida? Em um Rio de Janeiro cujo cotidiano é marcado pela presença da violência e pela disseminação de uma cultura do medo, como superar as fronteiras simbólicas que dividem e impedem a circulação entre os territórios da cidade? Como as iniciativas no campo da cultura podem ser um caminho para promover o diálogo, criar e fortalecer espaços de encontro entre grupos sociais separados por barreiras de gênero, idade, raça, instrução e renda?

Iniciadores do debate:

Rafael Dragaud é diretor e roteirista. Produziu o documentário Falcão, meninos do tráfico. Dirigiu junto com Cacá Diegues o filme Nenhum motivo explica a guerra, sobre o Afroreggae. Foi co-roteirista do longa-metragem O Primo Basílio, de Daniel Filho. É fundador e ativista da CUFA. É roteirista da TV Globo, onde escreveu programas como Brasil Legal, Muvuca e Fantástico. Atualmente escreve os programas Amor e Sexo e Som Brasil e dirige o Conexões Urbanas, programa apresentado por José Junior, no MultiShow. Em 2010, recebeu o prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Paulínia, pelo longa Cinco vezes favela – Agora por nós mesmos.

Marcus Vinícius Faustini é diretor teatral, documentarista e produtor cultural. Dirigiu montagens teatrais que alcançaram prêmios ou sucesso de crítica como Eles não usam black-tie, Hoje é dia de Rock e Capitu. Convidado em 2004 a assumir a direção do Teatro da Cidade das Crianças, em Santa Cruz, criou o projeto Reperiferia, dedicado a produzir a expressão estética e econômica da periferia. Ex-secretário de Cultura de Nova Iguaçu, Faustini atualmente colabora na produção dos programas sociais da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro. É coordenador da Escola Livre de Cinema e do Projeto Apalpe.

Luciano Vidigal é ator e professor de teatro do Grupo Nós do Morro. Formado pela Casa das Artes de Laranjeiras, dirigiu um dos episódios do longa 5 x Favela, agora por nós mesmos e o documentário Copa Vidigal. Premiado como diretor com o filme Neguinho e Kika em festivais de São Paulo, Londrina,Rio de Janeiro, Florianópolis e na França.  Premiado também como melhor ator no filme Sete Minutos, no festival de São Paulo. Atuou em quinze filmes, entre eles Tropa de Elite 2, de José Padilha e Cidade dos Homens, de Paulo Morelli.

Claudius Ceccon é arquiteto. Formado pela Escola Superior de Desenho Industrial, estudou Urbanismo na Itália e Planejamento Urbano na Holanda. Desenhista de humor,  foi um dos fundadores de O Pasquim e publica regularmente na Caros Amigos, no Le Monde Diplomatique e na Ilustríssima, suplemento da Folha de São Paulo. Passou uma década na Europa, onde foi professor da Escola de Arquitetura da Universidade de Genebra, onde trabalhou com Paulo Freire. Criou o  Centro de Criação de Imagem Popular – CECIP, uma produtora de materiais educativos, documentários e longa-metragens. O CECIP já ganhou mais de 80 prêmios em festivais nacionais e internacionais e realizou trabalhos pioneiros em comunicação popular, como a TV Maxambomba.

Ilana Strozenberg é graduada em Sociologia e Política, com especialização em Antropologia Social, e Doutora em Comunicação. É professora da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Suas pesquisas investigam temas relativos às diferenças culturais no meio urbano brasileiro contemporâneo, as articulações entre suas diferentes expressões e com o mercado midiático e seu impacto sobre as hierarquias sócio-políticas tradicionais. Ela será a mediadora do evento.

Confira as datas e os participantes dos encontros realizados até agora:

13 de julho de 2010

O ENCONTRO ENTRE O FORMAL E O INFORMAL: NOVAS PERSPECTIVAS PARA UMA CIDADE INTEGRADA. Informalidade é problema ou solução? Quanto da nossa vida depende do setor informal? Os governos devem reprimir a informalidade ou apoiar os empreendedores populares, apostando em uma nova articulação entre a cidade formal e a informal? Que mecanismos criar para permitir essa passagem, num contexto marcado pela desigualdade e pelo conflito? Como repensar os limites entre criminalidade, ilegalidade e informalidade?

Mediação: Manoel Ribeiro

Iniciadores do debate:

Hélio Aleixo- engenheiro, atual secretário da Cidade do município de Nova Iguaçu,  integrou as equipes de várias secretarias do Estado do Rio de Janeiro no decorrer dos últimos anos, dentre elas a de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, a de Acão Social e a de Habitação, em todas elas sendo coordenador de projetos de extrema relevância.

Fábio de Oliveira – engenheiro especialista em sociologia, Mestre em administração pública pela FGV, é atualmente Diretor de desenvolvimento econômico do Instituto Pereira Passos. Ex-empresário do setor de tecnologia até 2000, iniciou seu contato com o setor público como diretor de operações do CDI em 2004.

Mario Brandão – presidente da Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital (ABCID), da qual foi fundador partir da maior comunidade de troca de experiências e disseminação de boas práticas do ramo de Lan Houses e Cyber Cafés com 12 mil usuários.

Sérgio Ferraz Magalhães - arquiteto , doutor em Urbanismo, professor do Programa de Pós-Graduação em Urbanismo e da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo -Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ. Foi Secretário Municipal de Habitação do Rio de Janeiro (1993-2000) e Secretário de Estado de Projetos Especiais do Rio de Janeiro (2001-2002). Titular do escritório SMC Consultoria, com atuação na área de urbanismo e arquitetura. Consultor de Urbanismo do Banco Interamericano de Desenvolvimento e de Cities Alliance/Banco Mundial.

14 de junho de 2010

O RIO DE JANEIRO PÓS UPP. O Rio pós-UPP e a experiência cotidiana das comunidades “pacificadas”. O poder bélico do crime versus o “Estado policial”. Como fazer com que as favelas deixem de ser tratadas como territórios de exceção?

Mediação:Silvia Ramos

Iniciadores do debate:

Ricardo Henriques- Economista, atual secretário de Assistência Social e Direitos Humanos do estado do Rio de Janeiro, responsável pela implantação de programas socais, ambientais e culturais ns áreas das UPPs.

Capitão Leonardo Nogueira – Comandante da Unidade de Polícia Pacificadora do Cantagalo e Pavão/Pavãozinho

Sergio Guimarães Ferreira - Economista e atual subsecretário de Estudos Econômicos da Secretaria de Estado da Fazenda/RJ.  Co-organizador e coautor do livro ”É possível: a gestão da segurança pública e a redução da violência”.

Percília Pereira e Carlos Palo – Líderes comunitários do Morro da Babilônia

18 de maio de 2010

MEIO AMBIENTE URBANO E DEMOCRACIA. A ocupação territorial do Rio de Janeiro e o problemas das “áreas de risco” sob diferentes percepções. Como fugir ao antigo debate entre remoção e urbanização das favelas, que já não dá conta das transformações que vêm ocorrendo no meio ambiente e na configuração sócio-cultural desses espaços?

Mediação: Zuenir Ventura, jornalista e escritor

Iniciadores do debate:

Eliana Souza- diretora da Redes de Desenvolvimento da Maré

Manoel Ribeiro – arquiteto e urbanista

Sérgio Besserman – economista e ambientalista

William Oliveira – líder comunitário

3 respostas para Programação

  1. Gostaria de participar dos encontros e se for possível dos debates.

    Alan Brum Pinheiro
    Diretor
    Instituto Raízes em Movimento

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